domingo, 6 de fevereiro de 2011

TODAS AS GERAÇÕES ME CHAMARÃO BEM-AVENTURADA


ADORAÇÃO OU HIPERDULIA?


A honra e a veneração devotada a Maria, Mãe de Jesus


"TODAS AS GERAÇÕES ME CHAMARÃO BEM-AVENTURADA"(Lc 1,48)


Sob a inspiração do Espírito Santo, Maria profetizou as honras que lhe seriam tributadas. O anjo já lhe havia esclarecido sobre esta honra imputada pelo próprio Deus ao saudá-la, através de seu mensageiro celeste com a palavra: AVE, CHEIA DE GRAÇA. Mas adiante, o mesmo Espírito inspirou Isabel a honrá-la:"DONDE ME VEM A HONRA DE VIR A MIM A MÃE DO MEU SALVADOR". E as confirmações continuaram: "BEM AVENTURADO O SEIO QUE TE TROUXE" (Lc 1,27)
O culto Mariano não é um culto de ADORAÇÃO, pois este só prestamos a Deus. Porém, não é também como o culto de DULIA, prestado aos Santos, pois difere deste em grau, devido a seu papel na história da Salvação, e o seu lugar de Mãe de Deus. Trata-se de um culto de HIPERDULIA.
A veneração quer dizer uma homenagem, e quando a veneramos estamos homenageando nós a veneramos porque é a Mãe de Deus e nossa. Buscamos honrá-la mediante orações Mariana (Terço), tendo nos lábios palavras de honra e respeito à Maria, participando das festas liturgias em sua honra, dedicando um lugar especial aos seus ícones, (imagens) , peregrinando a Santuários e a lugares Mariano de oração.
A honra e a veneração devotada a Maria recai sobre Deus, que a criou e fez sua Mãe. Assim, a veneração a Maria não favorece uma suposta diminuição devido a Jesus, mas, ao contrario faz crescer, pois a Mãe e o Filho estão unidos por vínculos estreitíssimos, e o desejo mais ardente de um Filho perfeito e ver HONRADA A SUA MÃE. Algumas vezes o esfriamento do amor a Jesus pode ter como causa o afastamento de sua Mãe.
Maria não é somente Mãe de Deus; é nossa Mãe Co-Redentora da humanidade. Ë também distribuidora de todas as graças que recebemos. Devemos pois recorrer a ela e invocando sempre com ilimitada segurança. Certamente Maria sabe nossas necessidades, porque esta no céu de corpo e alma, tem identidade com nossa humanidade, e, porque imersa na bem-aventurança celeste, vê claramente o estado de nossa alma e nossas reais necessidades, através da ótica de Deus, a quem contempla sem cessar.
Referindo-se a Maria, diz a Constituição Dogmática Concilio Vaticano II, Lumen Gentium, no seu Nº 61: "Ela concebeu, gerou a Cristo, apresentou ao pai no templo, compadeceu com seu Filho que morria na Cruz. Assim, de modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para restauração das vidas sobrenatural das almas. Por tal motivo, ela se tornou par nós a Mãe na ordem da Graça.
Jesus entrega Maria ao discípulo amado, e o discípulo amado a Maria. Dessa forma concebemos a Maternidade de Maria, maternidade em relação a nós, como ministério instituído por Cristo e desejado pelo Pai. Esta missão de Maria foi acolhida pelo seu "fiat" ( SIM) que se estendeu a anunciação a Cruz. No momento derradeiro em que se coloca aos pés da cruz, Maria escuta de seu Filho o mandato de assumir daquela hora o seu ministério. "EIS AI O TEU FILHO" (Jo 19,26) que o evangelista apresenta como modelo do discípulo.
Tal ministério é instituído em benefício dos cristãos, ou seja, Jesus deseja que cresçam sendo "guarnecidos" pêlos braços da Mãe. Ao indicar o discípulo ao lado de Maria, o evangelista João não apresenta pelo nome, mas tão somente com o termo: "o discípulo que ele amava"... Neste sentido pretende indicar a comunidade dos fieis que permanecem como seguidores de Cristo até o momento derradeiro, aqueles que abraçam a cruz até o final. Os cristãos, neste sentido, são convidados por Jesus a tomarem esta mãe, isto é a Ter uma atitude diante dela, sendo convidado a adotar, diante dela, uma postura filial submissão.

Recebermos Maria como Mãe é resposta de nosso "sim" diante da Cruz de Cristo

O QUE OS SANTOS NOS DIZEM DO PURGATÓRIO


VISÕES E SONHOS DOS SANTOS

Relataremos aqui o que os Santos da nossa Igreja Católica nos ensinam com suas experiências vividas aqui na Terra. Pois de fato muitos santos e santas, tiveram visões e sonhos a respeito do que se passa no purgatório e como acontece com as almas que lá estão.
E sendo assim a Santa Mãe Igreja os canonizou, podemos ter a plena certeza da verdade do purgatório e nos seus ensinamentos.

Quem nesta vida mais socorrer as almas do purgatório, Deus fará com que seja também socorrido por outros, quando estiver láno meio daquelas chamas.
Santo Agostinho.


O maior tormento das almas do purgatório é o desejo de possuir Deus, que ainda não possuem. Esse desejo afligirá especialmente aqueles que durante a vida, desejaram tão pouco o céu.

As almas do purgatório, muito mais amadas de Deus e confirmada em graças, podem rezar por nós. O Senhor lhe faz conhecer as nossas preces, e, então, cheias de caridade não deixam de pedir por nós.

As almas do purgatório sofrem horrivelmente e não podem socorrer-se a si mesmas. Elas são tão pobres que não podem satisfazer por si próprias à Justiça Divina.
Santo Afonso de Ligório.


O Purgatório é um feliz estado, mais desejado que temível, porque as chamas que lá existem são as chamas de amor.
São Francisco Sales.


O sofrimento do purgatório excede todas as dores que podemos sofrer nesta vida.
São Tomás de Aquino.



Não há motivo para rezar pelas almas que estão no céu, nem por aquelas que se encontram no inferno. Portanto, deve haver um purgatório após a morte onde permanecem as almaws dos justos que ainda não pagaram todas as suas contas com a justiça divina.
Por toda a Missa devotamente celebrada muitas almas saem do purgatório, voam para o céu.
São Jerônimo.

Assim diz São Francisco de Sales sobre o purgatório:


1 – As almas alí vivem uma contínua união com Deus.
2 – Estão perfeitamente conformadas com a vontade de Deus. Só querem o que Deus quer. Se lhes fosse aberto o Paraíso, prefeririam precipitar-se no inferno a apresentar-se manchadas diante de Deus.
3 -Purificam-se de forma voluntária, amorosamente, porque assim o quer Deus.
4 – Querem permanecer na forma que agradar a Deus e por todo o tempo que for da vontade Dele.
5 – São invencíveis na prova e não podem ter um movimento sequer deimpaciência, nem cometer qualquer imperfeição.
6 – Amam mais a Deus do que a si próprias, com amor simples, puro e desinteressado.
7 – São consoladas pelos anjos.
8 – Estão certas da sua salvação, com uma esperança inigualável.
9 – As suas amarguras são aliviadas por uma paz profunda.
10 – Se é infernal a dor que sofrem, a caridade derrama-lhes no coração inefável ternura, a caridade que é mais forte do que a morte e mais poderosa que o inferno.
11 – O Purgatório é um feliz estado, mais desejável que temível, porque as chamas que lá existem são chamas de amor.
( Extraído do livro O Breviário da Confiança, de Mons. Ascânio Brandão, 4a. ed. Editora Rosário, Curitiba, 1981)

BENTO XVI: A IGREJA NÃO TEME PERSEGUIÇÕES; MUNDO SE ABRA AOS VALORES DAS BEM-AVENTURANÇAS

 Ao meio-dia deste domingo, Bento XVI assomou à janela de seus aposentos que dá para a Praça São Pedro, para rezar a oração do Angelus com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na praça.

A Igreja não teme a perseguição exercida contra ela por uma sociedade por demais voltada para o bem-estar e pouco propensa aos valores do espírito. Foi o que afirmou o Santo Padre na alocução que precedeu a oração mariana, comentando o Evangelho das Bem-aventuranças, proposto pela liturgia deste domingo.

Ao término da oração dominical, o Papa recordou o Dia mundial de luta contra a hanseníase e o "Dia internacional de intercessão pela paz na Terra Santa". O Pontífice, tendo consigo dois adolescentes da Ação Católica Italiana da Diocese de Roma, concluiu – da janela de seus aposentos – soltando duas pombas.

O dia em que Jesus transformou a montanha numa "cátedra" não o fez para lançar uma nova ideologia, mas para ensinar à humanidade que os bens do céu saciam realmente a fome e enxugam totalmente as lágrimas de quem sofre, muito mais do que as riquezas e as consolações terrenas.

Foi o ensinamento extraído por Bento XVI, que se deteve numa breve reflexão sobre o "grande discurso" das Bem-aventuranças – como o definiu – quase um Evangelho no Evangelho. A mensagem que Cristo lança da montanha, proclamando "Bem-aventurados" os rejeitados, "é dirigido ao mundo inteiro no presente e no futuro – afirmou o Pontífice – e pode ser compreendido e vivido somente seguindo Jesus":

"Não se trata de uma nova ideologia, mas de um ensinamento que vem do alto e toca a condição humana, justamente aquela que o Senhor, encarnando-se, quis assumir para salvá-la (...) As Bem-aventuranças são um novo programa de vida, para libertar-se dos falsos valores do mundo e abrir-se aos verdadeiros bens, presentes e futuros. De fato, quando Deus consola, sacia a fome de justiça, enxuga as lágrimas dos aflitos, significa que, além de recompensar cada um de modo sensível, abre o Reino dos Céus."

O Santo Padre observou que "as Bem-aventuranças são a transposição da cruz e da ressurreição na existência dos discípulos". Eles – acrescentou – "refletem a vida do Filho de Deus que se deixa perseguir, desprezar até a morte, a fim de que a salvação seja concedida aos homens". Uma atitude que incidiu profundamente nos dois mil anos de história da Igreja:

"O Evangelho das Bem-aventuranças se comenta com a própria história da Igreja, a história da santidade cristã, porque – como escreve São Paulo – "o que é fraqueza no mundo, Deus o escolheu para confundir o que é forte; o que é vil e desprezado para o mundo, o que não é, Deus escolheu para reduzir a nada o que é" (1 Cor 1,27-28). Por isso a Igreja não teme a pobreza, o desprezo, a perseguição numa sociedade muitas vezes atraída pelo bem-estar material e pelo poder mundano."

Após o Angelus, o Papa entrou em diálogo direto com os milhares de jovens e adolescentes da Ação Católica Italiana da Diocese de Roma, cerca de cinco mil, presentes na Praça São Pedro.

Tendo partido da Praça Navona – centro de Roma – percorreram as ruas do centro na tradicional "Caravana da paz", até chegarem à Praça São Pedro, conduzidos pelo Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini.

Bento XVI os ouviu com atenção e depois cedeu o microfone a um deles, que citou alguns projetos de solidariedade promovidos pela Ação Católica de Jovens, lançando em seguida um apelo em favor da paz. Disse o adolescente:

"Ouvimos ultimamente muitas notícias ruins. Muitas pessoas decidem usar a violência para impor suas idéias políticas e religiosas. Todas as vezes que brigamos com os companheiros, os adultos sempre nos dizem que devemos fazer as pazes, que devemos conversar e caminhar concordes. E nós hoje queremos dizer a mesma coisa a todos: devemos nos querer bem como irmãos, independentemente da religião ou cultura à qual pertencemos!"

Pouco antes, o Pontífice se detivera sobre o Dia mundial de combate à hanseníase, saudando a Associação Italiana Amigos de Raul Follereau – que este ano completa 50 anos de atividades, e acrescentando uma oração em favor de quem ainda hoje é vítima da lepra:

"A lepra, embora em diminuição, infelizmente ainda atinge muitas pessoas em condições de grave miséria. Asseguro a todos os doentes uma oração especial, que estendo àqueles que os assistem e, de diferentes modos, se prodigalizam para debelar o morbo de Hansen."

O Pontífice fez votos de "serenidade e prosperidade" aos países do Extremo Oriente que nos próximos dias celebrarão o final do ano lunar. Falando aos fiéis e peregrinos de língua francesa, convidou os jovens francófonos a participarem, numerosos, da próxima Jornada Mundial de Juventude, que este ano terá lugar em Madri, na Espanha.

O Santo Padre concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.

Programas concretos de paz para a Terra Santa





Um apelo a rezar a fim de que "o Senhor faça convergir as mentes e os corações para programas concretos de paz" a favor da Terra Santa foi lançado pelo Papa no domingo 30 de Janeiro na praça de São Pedro, após a recitação do Angelus. Ao saudar os diversos grupos ali presentes, Bento XVI dirigiu também os bons votos aos povos do Oriente que celebram o novo ano lunar e recordou a comemoração do Dia mundial dos hansenianos.

Celebra-se neste domingo o "Dia mundial dos hansenianos", promovido nos anos 50 do século passado por Raoul Follereau e reconhecido oficialmente pela ONU. Embora esteja em fase de regressão, infelizmente a hanseníase ainda atinge numerosas pessoas em condições de grave miséria. A todos os doentes asseguro uma especial oração, que faço extensiva a quantos os assistem e, de diversas maneiras, se comprometem a debelar o mal de Hansen. Saúdo de modo particular a Associação italiana dos amigos de Raoul Follereau, que festeja cinquenta anos de actividades.
Nos próximos dias, em diversos países do Extremo Oriente, celebra-se com júbilo, especialmente na intimidade das famílias, o novo Ano lunar. A todos aqueles grandes povos, desejo de coração tranquilidade e prosperidade.
Hoje celebra-se também o "Dia internacional de intercessão pela paz na Terra Santa". Associo-me ao Patriarca latino de Jerusalém e ao Guardião da Terra Santa, convidando todos a rezarem ao Senhor a fim de que Ele faça convergir as mentes e os corações para programas concretos de paz. 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Santa Águeda (Agatha ou Ágata) Celebrada do dia 05 de fevereiro



Santa Águeda nasceu em Catânia (Sicília), no seio de uma família nobre. Evangelizada ainda criança, apaixonou-se por Cristo e seu ideal de pureza, dedicando-se a Ele como esposa.
Com toda sua beleza e riqueza, acabou atraindo o Cônsul Quinciano, que desejou desposá-la. Mas Águeda já havia consagrado a sua vida ao seu esposo celeste, que a atraiu primeiro. Quinciano, inconformado, primeiro buscou a ajuda da feiticeira Afrodísia, que se deu por vencida diante da fé e da pureza de Águeda, depois, mandou prendê-la na Sicília, onde sofreria grandes torturas.
Vejamos um trecho do interrogatório feito por Quinciano, descrito nas Atas do seu martírio:
- Qual é a tua condição? Perguntou-lhe Quinciano.
- Sou de condição livre e de nobre nascimento, e disso ofereço testemunho toda a minha linhagem.
- Se és nobre e de ilustre família, por que te entregas à vida dos escravos?
- Sou serva de Cristo e por isso de condição servil.
- Se na realidade fosses nobre, envergonhar-te-ias de falar dessa maneira.
Perseverante na condição de cristã, foi esbofeteada e encerrada num funesto calabouço.
- Que resolveste a propósito da tua salvação? Perguntou-lhe o juiz.
- A minha salvação é Cristo.
- Insensata, pensa de novo, renega a Cristo e comigo partilharás honras e riquezas.
- És tu que deves renegar os teus deuses de pedra e de madeira, se queres libertar-te da morte eterna.
- Muda de resolução e farei cessar imediatamente o suplício.
Como não renegou a fé, foi submetida a torturas, aplicaram-lhe lâminas de ferro e cortaram-lhe os seios, ocasião em que ela teria dito: “Tirano cruel, não se envergonha de danificar numa mulher aqueles seios dos quais quando menino tirou o sustento para a vida?”
Segundo as Atas, ainda encerrada na prisão, teve uma visita do anjo do Senhor, que a curou imediatamente. No outro dia foi apresentada a Quinciano, que determinou que a arrastassem sobre um pavimento semeado de vidros e carvões acesos. Houve grande tremor de terra e morreu na prisão de joelhos em oração.
Um hino falsamente atribuído a S. Dâmaso, de autor posterior ao ilustre Papa ibérico, recolhe com devoção e arte as glórias da virgem siciliana:
“Hoje brilha o dia de Águeda, ilustre virgem;
Cristo une-a consigo e coroa-a com duplo diadema.
De ilustre prosápia, formosa e bela;
Mais ilustre, porém, pelas obras e pela fé, reconhece a vaidade da prosperidade terrena e sujeita o coração aos divinos preceitos.
Bastante mais forte que os seus cruéis verdugos, expôs os membros
aos açoites.
A fortaleza do seu coração mostra-a claramente o seu peito torturado.
Ao cárcere, que se converteu em delicioso paraíso, desce o pastor Pedro para confortar a sua ovelhinha.
Recobrando novo alento e acesa em novo zelo, alegre corre para
os açoites.
A multidão pagã que foge amedrontada, diante do fogo do Etna, recebe as consolações de Águeda.
A todos os que recorrem fiéis à sua proteção extingue-lhes Águeda os ardores da concupiscência.
Agora que ela, como esposa, resplandece no céu, interceda perante o Senhor por nós miseráveis.
E queira, sim, enquanto nós lhe celebramos a festa, ser-nos propícia a todos quantos deferimos as suas glórias”.
O martírio de Águeda aconteceu durante o império de Décio, no seu terceiroconsulado, no ano de 251.
O povo costuma pedir a sua intercessão para protegê-lo contra a lava do vulcão Etna. Segundo contam, ela parou as lavas do vulcão depois do seu martírio.
Observando esse exemplo de fidelidade até o martírio, devemos pedir sua intercessão para os tempos de hoje, quando é propagada uma cultura do prazer, e a consciência de que somos templos do Espírito Santo, casa de Deus, pois fomos regenerados pelo sangue do Cordeiro, portanto, o nosso corpo foi santificado.
Nós, cristãos batizados, somos chamados a guardar a castidade, independente do nosso estado de vida. E Santa Águeda foi fiel ao seu propósito diante de Deus de permanecer virgem e pura, sem macular pelo pecado o seu corpo. Com certeza, a sua experiência com o amor de Deus foi tão profunda que resoluta decidiu-se a não dividir o seu coração com nenhum outro amor a não ser o dele.
Se não buscarmos uma experiência com o amor de Deus, que invade as nossas vidas e nos transforma, não teremos força para sermos fiéis até o fim, fraquejaremos diante das seduções que o mundo nos apresenta. Porém, se experimentamos esse amor, na oração e no dia-a-dia, certamente seremos fiéis como foi Santa Águeda.

A Igreja de hoje precisa de homens e de mulheres que busquem e testemunhem o ideal da pureza como essa Santa o viveu.

AS RELÍQUIAS
As relíquias da santa foram levadas a Constantinopla em 1040 por um general bizantino; em 1126 dois soldados (talvez franceses), Giliberto e Goselino, furtaram os restos mortais de Águeda, que foram entregue ao bispo Maurício no Castelo de Aci.
Em 17 de agosto de 1126, as relíquias voltaram ao duomo de Catânia, onde até hoje permanecem em nove relicários: cabeça e busto, mãos, braços, pés e pernas, as mamas e o Santo Véu.

É INVOCADA…
Sua proteção é invocada contra os tremores de terra, as erupções vulcânicas,incêndios e doenças dos seios.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

São Brás 3 de Fevereiro


São Brás
O santo de hoje nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente, foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião, sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico.

Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava se retirar. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele a encontrou em Cristo e na Igreja. Mas, na verdade, o Senhor o estava preparando, porque, ao falecer o bispo de Sebaste, o povo, conhecendo a fama do santo eremita, foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo; não por gosto dele, mas por obediência.

Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho.

São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que esse grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.

São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado.

Conta a história que, ao se dirigir para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança.

Peçamos a intercessão do santo de hoje para que a nossa mente, a nossa garganta, o nosso coração, nossa vocação e a nossa profissão possam comunicar esse Deus, que é amor.

São Brás, rogai por nós!