quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

QUEM É ESSA QUE SE ELEVA COMO A AURORA?


A DEVOÇÃO PARA COM A IMACULADA CONCEIÇÃO


“Quae est Ista?, Pergunta a Sagrada Escritura, “Quem é Essa que se eleva como a aurora, bela como a lua, resplandecente como o sol, temível como batalhões?” (Cântico dos cânticos, 6,10), “Quem é Essa que sobe do deserto, apoiada no bem-amado?” (id. 8,5). Sim, Nossa Senhora é um mistério, o mistério de uma criatura que se tornou Mãe de Deus, mistério de beleza da obra-prima do Criador, mistério da Co-redentora que participou como nenhuma criatura na Obra da Redenção.
Em Lourdes, Maria disse: “Sou a Imaculada Conceição”, em vez de: “Fui concebida sem pecado” ou “Sou a que foi concebida sem pecado”. Maria ultrapassa o que a nossa inteligência pode atingir, participando, segundo a interpretação de S. Maximiliano Kolbe, na geração eterna do Verbo, de quem Ela é a Mãe... A Santa Igreja, aliás, na epístola das festas de Nossa Senhora, aplica a Ela as palavras da sabedoria eterna que diz: “Desde a eternidade fui constituída(...) ainda não havia os abismos, e eu já estava concebida”.
Devemos ter de Nossa Senhora, com o olhar da fé, a idéia mais alta possível. São Bernardo dizia: “De Maria nunquam satis!”, “Sobre Maria, nunca se pode dizer que pensemos, falamos e amamos o suficiente”. Até os Anjos de Deus podem aprender de Maria como se ama a Deus.
“Quem ama, imita”. Esta regra, ilustrada pelo livro “A imitação de Cristo” também se aplica com a Virgem Maria. Portanto, quem quer venerar a Imaculada Conceição procurará imitar a sua pureza: Pureza da inteligência com uma grande amor pela verdade, pureza do coração com o desapego dos bens deste mundo, infinitamente inferiores a Deus, pureza no corpo afastando-se de toda impureza. Neste pobre mundo atual que, paradoxalmente, se orgulha de ter chegado a um alto nível tecnológico e onde tantos vivem como animais, a pureza, “labelle vertu”, “a bela virtude” resplandece com mais brilho ainda e é, por isso mesmo, particularmente apostólica. A oração perseverante, a prudência nas relações com o mundo e o afastamento das ocasiões de pecado são as condições necessárias para manter a santa pureza nas nossas almas.
Uma outra maneira de prestar um culto à Imaculada Conceição consiste em levar sobre si e difundir a Medalha Milagrosa que Nossa Senhora das Graças nos ofereceu na Rua du Bac, em Paris, em 1830. Sobre esta Medalha que deu origem a tantos milagres e sinais de proteção se pode ler com efeito: “O Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.
Também, quem quer ser devoto da Imaculada Conceição preparar-se-á com fervor à Festa da Imaculada, no Dia 8 de dezembro, especialmente pela novena que sempre a Igreja recomendou.
Enfim, o católico esforçar-se-á para cumprir a devoção dos 5 primeiros sábados. Qual é a relação que existe entre esta devoção e a Imaculada Conceição? Lembremos em que consiste esta devoção que Nossa Senhora Ela própria revelou a Irmã Lúcia, em Pontevedra, no dia 10 de dezembro de 1925: “Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, procura consolar-me e dia que prometo assistir na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação, a todos os que, no primeiro sábado de cinco meses seguidos, se confessarem, receberem a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e me fizerem companhia durante quinze minutos, meditando nos quinze mistérios do Rosário com o fim de me desagravar”. São cinco os primeiros sábados por, segundo revelou Jesus, serem cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria. Ora, as primeiras espécies de ofensas, disse Nosso Senhor, são as blasfêmias contra a Imaculada Conceição.
Portanto, quem pratica a devoção dos primeiros sábados, também repara os pecados cometidos contra a Imaculada Conceição.
Infelizmente, a nossa época apóstata se caracteriza por vários tipos de ofensas contra Nossa Senhora. Uma das mais recentes é uma cerimônia de hindus dentro do santuário de Fátima, no dia 5 de maio de 2004, “shivá” (que é simplesmente um demônio) adorada no lugar das aparições da Virgem Maria!
Eis umas fotos deste escândalo; segundo o direito canônico, a capelinha de Fátima deverá ser consagrada de novo, por causa desta profanação: um sacerdote hindu no altar de Nossa Senhora!
Invocação a um demônio, neste lugar sagrado!
E por que sacrilégios assim acontecem? Porque é mais fácil deixar idólatras como pagãos hinduístas rezarem para seus deuses fictícios na Capela das Aparições do que explicar-lhes que isto não é razoável, pois ofende à Mãe do verdadeiro Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Também ofende a Nossa Senhora, por ex., o jornal de uma diocese e de um Santuário dedicado à Virgem, dedicar um enfático artigo a um pastor luterano, inclusive chamando-o de“homem de fé e esforçado no testemunho do evangelho”.Pessoalmente ninguém tem nada contra a pessoa deste pastor, mas é objetivamente inadmissível, se definir um ministro protestante que nega, entre outras coisas, os dogmas da Presença Real de Jesus na Santa Eucaristia, a Virgindade perpétua, a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, etc... como sendo um “homem de fé”!!! Hoje há um medo enorme de usar a palavra hereje, mas negar estes dogmas é realmente uma heresia, e quem o faz é hereje, mesmo. Sua crença ofende a Nossa Senhora e o seu testemunho do evangelho não é autêntico, mas enganador; temos que rezar pela sua conversão como a Igreja católica sempre fez em relação aos protestantes e com todos os seguidores de falsas religiões e não mostrá-lo como um exemplo!

Doce Coração de Maria, sede a nossa salvação!
Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós!
                                             

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

PORQUE VAMOS AO PURGATÓRIO


 "Homens da Galiléia, porque ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que vos acaba de ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu. (At 1,11) " 




A NOSSA IMPERFEIÇÃO

 Não conseguimos confessar TODOS os nossos pecados e quando confessamos, muitas vezes não o fazemos direito, com o coração profundamente contrito como deveríamos e com o firme propósito de não mais cometê-lo (como está escrito no Salmo 50 Miserere).
E ainda se assim o fazemos, não conseguimos ser perfeitos na hora de fazermos nossa penitência. Segundo um sacerdote conhecido, a penitencia imposta pelo sacerdote após a absolvição é suficiente para apagar todas as PENAS dos pecados confessados. O problema é que não fazemos a penitência como deveríamos, com coração contrito, com real desejo de reparar o pecado cometido e o firme propósito de não mais cometê-lo, comodizemosa ao rezar o Ato de Contrição

Segundo Pe. Dolindo Ruotolo (Livro: O purgatório - A última das misericórdias de Deus - Editora Logos)

Não é Deus quem manda as almas para o purgatório, e sim que as próprias almas por si só vão para lá.
Logo após a morte temos nosso julgamento individual. "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo..."(Hb 9,27)

Neste versículo ainda podemos comprovar que o homem só morre uma vez, então não pode voltar para pagar seus pecados e morrer novamente. Logo após a morte já somos julgados. Somos iluminados pela Verdade Eterna e assim nos vemos como realmente somos.
Diante do esplendor maravilhoso de Deus e Sua Perfeição, a alma não consegue chegar perto Dele, nem com uma pequenina manchinha. Ela prefere estar complemente limpa de toda a mancha do pecado diante da Majestade Infinita de Deus.

O que são penas?


Quando pecamos, ofendemos à Deus e nos afastamos Dele. Transgredimos suas leis de amor e salvação. Então vem a culpa. A partir do momento que confessamos com o sacerdote, nossos pecados são perdoados, conforme Jesus mesmo diz : "Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".(Jo 20,23)
Mas apesar de sermos perdoados, é preciso reparar, consertar o nosso erro. O pecado foi perdoado, mas as conseqüências (penas) precisam ser reparadas.

Existe uma historinha contada por um sacerdote que exemplifica bem esta situação:
Uma pessoa (pecador) passando pela rua irritado com a vida, joga uma pedra na janela de uma casa( comete um pecado) e quebra a janela. Algum tempo depois ele percebe o que fez e vai falar com o dono da casa(DEUS PAI), pois sentiu o remorso e reconheceu o erro humilhando-se diz ao dono da casa: Olha, fui eu quem quebrou a janela quero pedir-lhe perdão (confissão). O dono da casa, por sua vez, diz: Eu te perdôo, Mas quem vai consertar a janela? (a reparação).

Vejam, o pecado foi perdoado, mas mesmo assim temos que "consertar a janela", temos que reparar o nosso erro para que as penas sejam apagadas.
Se eu não conserto a "janela", ela continua quebrada e a conseqüência do meu pecado continua existindo.

Logo após a Confissão, temos a penitência imposta pelo sacerdote (1 Ave-maria, 1 terço, 5 Pai Nosso, doar uma cesta básica para uma família necessitada, etc.) .

Como nos alertou aquele sacerdote amigo, muitas vezes não conseguimos apagar todas as nossas penas por não fazer a penitência corretamente e por desperdiçarmos os infinitos tesouros que nossa querida Mãe Igreja nos concede. - AS INDULGÊNCIAS.

Quanto mais boas obras praticarmos, mais apagaremos nossas penas. E disso depende do nosso coração na hora que estamos praticando as boas obras ou rezando. Destas a caridade é a que mais apaga as penas, pois a caridade é o amor que demonstramos a Deus e a nossos irmãos. Nosso Pai que está no Céu, é o Próprio AMOR e só nos pede AMOR.

Como diz o Apóstolo São Paulo: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade (amor), estes três; mas o maior destes é a caridade (amor)." (ICor13,13)


E ainda São Pedro nos diz:
" Mas já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede prudentes e vigiai em oração;
Antes de tudo, mantende entre vós uma ARDENTE CARIDADE, PORQUE A CARIDADE COBRE UMA MULTIDÃO DE PECADOS" (I Pd 4,7-8)

Apagar as penas, seria satisfazer por completo a DIVINA JUSTIÇA de DEUS pelos dos pecados já confessados, não teremos que responder mais por eles no momento do julgamento.


AS INDULGÊNCIAS.

São os tesouros que juntamos no céu. Mateus 6:19 " Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças e nem a ferrugem, e os ladrões não furam nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, lá também está o teu coração"
Nossa Igreja Católica é repleta de graças. Ela nos consede muitas indulgências os tesouros que Jesus nos fala e esses tesouros nem a traça come, nem o ladrão rouba.

Como Jesus disse no Evangelho " Na casa de meu Pai há muitas moradas", " Vou para Junto do Pai vos preparar um lugar". Cada um de nós temos um lugar no céu nos esperando e não podemos deixá-lo vazio. O Pai nos espera para estarmos em pertinho Dele.


Vejam o que nos fala o Manual da indulgência, da CNBB: 


1. Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos.

2. A Indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados.

3. Ninguém pode lucrar indulgências a favor de outras pessoas vivas.

4. Qualquer fiel pode lucrar indulgências parciais e plenárias para si mesmo ou aplicá-las aos defuntos como sufrágio.

Estes são alguns pontos sobre as normas das indulgências. Sugerimos que todos tenham em casa o Manual das Indulgências da CNBB. Você encontrará toda a explicação necessária. E ainda, orações indulgenciadas e como conseguir as indulgências.


Como vimos no item 4, as indulgências não ajudam somente ? nós, mas podemos ajudar e muito as almas do purgatório.


Alguns exemplos:

Concede-se Indulgência plenária ao fiel que rezar piedosamente a Via-Sacra.

Se fizer adoração ao Santíssimo Sacramento por meia hora (no mínimo)

Rezar a poderosa oração do Santo Rosário em família ou na Igreja.

Fazer a Leitura da Bíblia e meditar por no meia hora (mínimo)


Mas para ganharrmos estas indulgências, temos que:


Estarmos Confessados;


Ter o desejo no coração de ganhar as indulgências;

Participar da Santa Missa e receber a Sagrada Comunhão;

E rezar pelo Santo Padre o Papa João Paulo II e por suas intenções.


Existem muitas outras formas de conseguirmos juntar este tesouro.
Leia o Manual das indulgências da CNBB, você poderá encontra-lo em qualquer livraria católica.

SÃO RICARDO, REI E CONFESSOR (+ Luca, Itália, 722)


                                                                    




Este monarca inglês teve um reinado curto, mas cheio de bons exemplos de governo sábio e prudente. Sua principal preocupação era ministrar a justiça, tendo um do especial para apaziguar contendas e harmonizar interesses conflitantes.
Abdicou da coroa e partiu para a Terra Santa, com o desejo de se tornar monge, mas faleceu durante a viagem, na Itália.
Foi pai de três príncipes que também receberam as honras dos altares: São Vinebaldo, São Vilibaldo e Santa Valberga.

No século V, a rainha da Inglaterra meridional era Sexburga, que mais tarde se tornou abadessa e uma santa da Igreja Católica. Ela teve três filhos e duas filhas, estas, a seu exemplo, fundaram mosteiros dedicando-se aos pobres e a Cristo. Também o caçula Winfrido, ou Bonifácio, deixou a vida da corte para ser monge beneditino, hoje venerado como o grande "Apóstolo da Alemanha".

O primogênito Egberto I, assumiu o trono no ano de 664, mas após onze anos morreu, deixando o sucessor ainda muito pequeno. Foi assim que, o filho do meio, Hlother ou Ricardo I, se tornou rei da Inglaterra e guardião da coroa do sobrinho. Em 685, empossou o jovem rei Eadric I, que era o legítimo herdeiro da casa real dos Kents.

Ricardo deixou o palácio com os filhos Vilibaldo, Vunibaldo e Valburga, indo morar no mosteiro de Waltham, onde viveram sob as regras dos beneditinos. A partir daí os dados de suas vidas são descritos pelos registros da Santa Sé.

No ano de 720, conforme uma narração de um monge alemão, Ricardo e os dois filhos, então já monges, saíram da Inglaterra meridional, para empreenderem uma peregrinação de penitência e devoção. A filha Valburga ficou no mosteiro, onde seguia a vida de religiosa. A meta, como sempre, era Roma, onde pretendiam venerar as relíquias dos apóstolos Pedro e Paulo. De lá queriam ir até a Terra Santa.

Atravessaram toda a França, mas quando chegaram na cidade de Luca, a viagem teve de ser interrompida porque Ricardo ficou doente e acabou falecendo.
Foi sepultado na igreja de são Frediano em 722.

Os milagres foram acontecendo em seu túmulo e o local se tornou uma rota de devoção para os cristãos, que o chamavam de "rei, santo". Só Vilibaldo pôde completar o programa, porque Vunibaldo ficou estudando em Roma até 739. Depois os dois foram recrutados pelo tio Bonifácio, que acabara de ser elevado à condição de bispo, para a missão evangelizadora dos povos germânicos. Por fim, à eles se juntou a irmã Valburga, também a pedido do tio.

Sobre Ricardo, lemos no Martirológio Romano: "Em Luca, na Toscana, a deposição de são Ricardo, rei da Inglaterra e pai de são Vilibaldo, bispo de Eichstat, de são Vunibaldo abade de Heidenheim e da santa Valburga, abadessa virgem." Seu culto se propagou graças as colaborações eficazes na obra de evangelização dos seus filhos e do irmão.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

TODAS AS GERAÇÕES ME CHAMARÃO BEM-AVENTURADA


ADORAÇÃO OU HIPERDULIA?


A honra e a veneração devotada a Maria, Mãe de Jesus


"TODAS AS GERAÇÕES ME CHAMARÃO BEM-AVENTURADA"(Lc 1,48)


Sob a inspiração do Espírito Santo, Maria profetizou as honras que lhe seriam tributadas. O anjo já lhe havia esclarecido sobre esta honra imputada pelo próprio Deus ao saudá-la, através de seu mensageiro celeste com a palavra: AVE, CHEIA DE GRAÇA. Mas adiante, o mesmo Espírito inspirou Isabel a honrá-la:"DONDE ME VEM A HONRA DE VIR A MIM A MÃE DO MEU SALVADOR". E as confirmações continuaram: "BEM AVENTURADO O SEIO QUE TE TROUXE" (Lc 1,27)
O culto Mariano não é um culto de ADORAÇÃO, pois este só prestamos a Deus. Porém, não é também como o culto de DULIA, prestado aos Santos, pois difere deste em grau, devido a seu papel na história da Salvação, e o seu lugar de Mãe de Deus. Trata-se de um culto de HIPERDULIA.
A veneração quer dizer uma homenagem, e quando a veneramos estamos homenageando nós a veneramos porque é a Mãe de Deus e nossa. Buscamos honrá-la mediante orações Mariana (Terço), tendo nos lábios palavras de honra e respeito à Maria, participando das festas liturgias em sua honra, dedicando um lugar especial aos seus ícones, (imagens) , peregrinando a Santuários e a lugares Mariano de oração.
A honra e a veneração devotada a Maria recai sobre Deus, que a criou e fez sua Mãe. Assim, a veneração a Maria não favorece uma suposta diminuição devido a Jesus, mas, ao contrario faz crescer, pois a Mãe e o Filho estão unidos por vínculos estreitíssimos, e o desejo mais ardente de um Filho perfeito e ver HONRADA A SUA MÃE. Algumas vezes o esfriamento do amor a Jesus pode ter como causa o afastamento de sua Mãe.
Maria não é somente Mãe de Deus; é nossa Mãe Co-Redentora da humanidade. Ë também distribuidora de todas as graças que recebemos. Devemos pois recorrer a ela e invocando sempre com ilimitada segurança. Certamente Maria sabe nossas necessidades, porque esta no céu de corpo e alma, tem identidade com nossa humanidade, e, porque imersa na bem-aventurança celeste, vê claramente o estado de nossa alma e nossas reais necessidades, através da ótica de Deus, a quem contempla sem cessar.
Referindo-se a Maria, diz a Constituição Dogmática Concilio Vaticano II, Lumen Gentium, no seu Nº 61: "Ela concebeu, gerou a Cristo, apresentou ao pai no templo, compadeceu com seu Filho que morria na Cruz. Assim, de modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para restauração das vidas sobrenatural das almas. Por tal motivo, ela se tornou par nós a Mãe na ordem da Graça.
Jesus entrega Maria ao discípulo amado, e o discípulo amado a Maria. Dessa forma concebemos a Maternidade de Maria, maternidade em relação a nós, como ministério instituído por Cristo e desejado pelo Pai. Esta missão de Maria foi acolhida pelo seu "fiat" ( SIM) que se estendeu a anunciação a Cruz. No momento derradeiro em que se coloca aos pés da cruz, Maria escuta de seu Filho o mandato de assumir daquela hora o seu ministério. "EIS AI O TEU FILHO" (Jo 19,26) que o evangelista apresenta como modelo do discípulo.
Tal ministério é instituído em benefício dos cristãos, ou seja, Jesus deseja que cresçam sendo "guarnecidos" pêlos braços da Mãe. Ao indicar o discípulo ao lado de Maria, o evangelista João não apresenta pelo nome, mas tão somente com o termo: "o discípulo que ele amava"... Neste sentido pretende indicar a comunidade dos fieis que permanecem como seguidores de Cristo até o momento derradeiro, aqueles que abraçam a cruz até o final. Os cristãos, neste sentido, são convidados por Jesus a tomarem esta mãe, isto é a Ter uma atitude diante dela, sendo convidado a adotar, diante dela, uma postura filial submissão.

Recebermos Maria como Mãe é resposta de nosso "sim" diante da Cruz de Cristo

O QUE OS SANTOS NOS DIZEM DO PURGATÓRIO


VISÕES E SONHOS DOS SANTOS

Relataremos aqui o que os Santos da nossa Igreja Católica nos ensinam com suas experiências vividas aqui na Terra. Pois de fato muitos santos e santas, tiveram visões e sonhos a respeito do que se passa no purgatório e como acontece com as almas que lá estão.
E sendo assim a Santa Mãe Igreja os canonizou, podemos ter a plena certeza da verdade do purgatório e nos seus ensinamentos.

Quem nesta vida mais socorrer as almas do purgatório, Deus fará com que seja também socorrido por outros, quando estiver láno meio daquelas chamas.
Santo Agostinho.


O maior tormento das almas do purgatório é o desejo de possuir Deus, que ainda não possuem. Esse desejo afligirá especialmente aqueles que durante a vida, desejaram tão pouco o céu.

As almas do purgatório, muito mais amadas de Deus e confirmada em graças, podem rezar por nós. O Senhor lhe faz conhecer as nossas preces, e, então, cheias de caridade não deixam de pedir por nós.

As almas do purgatório sofrem horrivelmente e não podem socorrer-se a si mesmas. Elas são tão pobres que não podem satisfazer por si próprias à Justiça Divina.
Santo Afonso de Ligório.


O Purgatório é um feliz estado, mais desejado que temível, porque as chamas que lá existem são as chamas de amor.
São Francisco Sales.


O sofrimento do purgatório excede todas as dores que podemos sofrer nesta vida.
São Tomás de Aquino.



Não há motivo para rezar pelas almas que estão no céu, nem por aquelas que se encontram no inferno. Portanto, deve haver um purgatório após a morte onde permanecem as almaws dos justos que ainda não pagaram todas as suas contas com a justiça divina.
Por toda a Missa devotamente celebrada muitas almas saem do purgatório, voam para o céu.
São Jerônimo.

Assim diz São Francisco de Sales sobre o purgatório:


1 – As almas alí vivem uma contínua união com Deus.
2 – Estão perfeitamente conformadas com a vontade de Deus. Só querem o que Deus quer. Se lhes fosse aberto o Paraíso, prefeririam precipitar-se no inferno a apresentar-se manchadas diante de Deus.
3 -Purificam-se de forma voluntária, amorosamente, porque assim o quer Deus.
4 – Querem permanecer na forma que agradar a Deus e por todo o tempo que for da vontade Dele.
5 – São invencíveis na prova e não podem ter um movimento sequer deimpaciência, nem cometer qualquer imperfeição.
6 – Amam mais a Deus do que a si próprias, com amor simples, puro e desinteressado.
7 – São consoladas pelos anjos.
8 – Estão certas da sua salvação, com uma esperança inigualável.
9 – As suas amarguras são aliviadas por uma paz profunda.
10 – Se é infernal a dor que sofrem, a caridade derrama-lhes no coração inefável ternura, a caridade que é mais forte do que a morte e mais poderosa que o inferno.
11 – O Purgatório é um feliz estado, mais desejável que temível, porque as chamas que lá existem são chamas de amor.
( Extraído do livro O Breviário da Confiança, de Mons. Ascânio Brandão, 4a. ed. Editora Rosário, Curitiba, 1981)

BENTO XVI: A IGREJA NÃO TEME PERSEGUIÇÕES; MUNDO SE ABRA AOS VALORES DAS BEM-AVENTURANÇAS

 Ao meio-dia deste domingo, Bento XVI assomou à janela de seus aposentos que dá para a Praça São Pedro, para rezar a oração do Angelus com milhares de fiéis e peregrinos reunidos na praça.

A Igreja não teme a perseguição exercida contra ela por uma sociedade por demais voltada para o bem-estar e pouco propensa aos valores do espírito. Foi o que afirmou o Santo Padre na alocução que precedeu a oração mariana, comentando o Evangelho das Bem-aventuranças, proposto pela liturgia deste domingo.

Ao término da oração dominical, o Papa recordou o Dia mundial de luta contra a hanseníase e o "Dia internacional de intercessão pela paz na Terra Santa". O Pontífice, tendo consigo dois adolescentes da Ação Católica Italiana da Diocese de Roma, concluiu – da janela de seus aposentos – soltando duas pombas.

O dia em que Jesus transformou a montanha numa "cátedra" não o fez para lançar uma nova ideologia, mas para ensinar à humanidade que os bens do céu saciam realmente a fome e enxugam totalmente as lágrimas de quem sofre, muito mais do que as riquezas e as consolações terrenas.

Foi o ensinamento extraído por Bento XVI, que se deteve numa breve reflexão sobre o "grande discurso" das Bem-aventuranças – como o definiu – quase um Evangelho no Evangelho. A mensagem que Cristo lança da montanha, proclamando "Bem-aventurados" os rejeitados, "é dirigido ao mundo inteiro no presente e no futuro – afirmou o Pontífice – e pode ser compreendido e vivido somente seguindo Jesus":

"Não se trata de uma nova ideologia, mas de um ensinamento que vem do alto e toca a condição humana, justamente aquela que o Senhor, encarnando-se, quis assumir para salvá-la (...) As Bem-aventuranças são um novo programa de vida, para libertar-se dos falsos valores do mundo e abrir-se aos verdadeiros bens, presentes e futuros. De fato, quando Deus consola, sacia a fome de justiça, enxuga as lágrimas dos aflitos, significa que, além de recompensar cada um de modo sensível, abre o Reino dos Céus."

O Santo Padre observou que "as Bem-aventuranças são a transposição da cruz e da ressurreição na existência dos discípulos". Eles – acrescentou – "refletem a vida do Filho de Deus que se deixa perseguir, desprezar até a morte, a fim de que a salvação seja concedida aos homens". Uma atitude que incidiu profundamente nos dois mil anos de história da Igreja:

"O Evangelho das Bem-aventuranças se comenta com a própria história da Igreja, a história da santidade cristã, porque – como escreve São Paulo – "o que é fraqueza no mundo, Deus o escolheu para confundir o que é forte; o que é vil e desprezado para o mundo, o que não é, Deus escolheu para reduzir a nada o que é" (1 Cor 1,27-28). Por isso a Igreja não teme a pobreza, o desprezo, a perseguição numa sociedade muitas vezes atraída pelo bem-estar material e pelo poder mundano."

Após o Angelus, o Papa entrou em diálogo direto com os milhares de jovens e adolescentes da Ação Católica Italiana da Diocese de Roma, cerca de cinco mil, presentes na Praça São Pedro.

Tendo partido da Praça Navona – centro de Roma – percorreram as ruas do centro na tradicional "Caravana da paz", até chegarem à Praça São Pedro, conduzidos pelo Vigário do Papa para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini.

Bento XVI os ouviu com atenção e depois cedeu o microfone a um deles, que citou alguns projetos de solidariedade promovidos pela Ação Católica de Jovens, lançando em seguida um apelo em favor da paz. Disse o adolescente:

"Ouvimos ultimamente muitas notícias ruins. Muitas pessoas decidem usar a violência para impor suas idéias políticas e religiosas. Todas as vezes que brigamos com os companheiros, os adultos sempre nos dizem que devemos fazer as pazes, que devemos conversar e caminhar concordes. E nós hoje queremos dizer a mesma coisa a todos: devemos nos querer bem como irmãos, independentemente da religião ou cultura à qual pertencemos!"

Pouco antes, o Pontífice se detivera sobre o Dia mundial de combate à hanseníase, saudando a Associação Italiana Amigos de Raul Follereau – que este ano completa 50 anos de atividades, e acrescentando uma oração em favor de quem ainda hoje é vítima da lepra:

"A lepra, embora em diminuição, infelizmente ainda atinge muitas pessoas em condições de grave miséria. Asseguro a todos os doentes uma oração especial, que estendo àqueles que os assistem e, de diferentes modos, se prodigalizam para debelar o morbo de Hansen."

O Pontífice fez votos de "serenidade e prosperidade" aos países do Extremo Oriente que nos próximos dias celebrarão o final do ano lunar. Falando aos fiéis e peregrinos de língua francesa, convidou os jovens francófonos a participarem, numerosos, da próxima Jornada Mundial de Juventude, que este ano terá lugar em Madri, na Espanha.

O Santo Padre concedeu a todos a sua Bênção Apostólica.