terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Segredo dos adoradores Porque Deus tanto procura por eles?


EXPRESSÕES DE UM ADORADOR
A adoração deve ser uma das primeiras expressões na vida de um servo de Deus. A adoração deve ser sempre o alvo de nossas buscas, devemos sempre ter o anseio de ir mais além, mais profundo na nossa adoração.
A BUSCA DOS ADORADORES
Os adoradores devem buscar ser cada vez mais íntimos de Deus, mais próximos Dele. Nossa comunhão com Deus é fruto da vitória de Jesus na cruz, Jesus comprou para nós esta comunhão com o Pai, mas ser íntimos de Deus é fruto de nossa busca, de nosso querer, do desejo em nosso coração em adorar a Deus. Ninguém adora ao Senhor se não tem intimidade com Ele. É impossível querer amar alguém se não o conhecemos. A adoração a Deus irá se manifestar em nossas vidas de acordo com a intensidade que zelamos pela busca da intimidade com Deus. A nossa busca por Deus reflete muito na nossa adoração. Devemos buscar sempre ser submissos a Deus. Não conseguiremos render ao Senhor uma adoração profunda se não nos submetermos ao seu domínio, seu querer, suas vontades, seus planos para nós.
SUBMETENDO A VONTADE DE DEUS
Jesus veio para ser o Senhor de nossas vidas, é da vontade de Deus que submetamos tudo ao Senhorio de Jesus. Ter esta submissão faz parte da nossa adoração. Jesus mesmo disse: “Por que me chamam de Senhor se não me obedecem…” Lc… e como diz São Paulo na carta aos Romanos: “porque Dele e por Ele, para Ele são todas as coisas” Rm 11.
O CUIDADO PARA NÃO PERDER A VISÃO
Nós temos na bíblia o exemplo de Saul. Ele foi ungido para ser rei, o Espírito Santo estava sobre ele. Saul tinha tudo para ser um grande adorador, ele foi a primeira pessoa que Deus ungiu para ser rei em Israel. Infelizmente Saul perdeu a visão de adorador e começou a julgar o que era certo ou errado de acordo com seus pensamentos e não com a vontade de Deus. Não podemos sugerir a Deus a maneira que devemos atuar é ai que se expressa nossa adoração, não somente nos louvores, salmos, contemplações… Mas com o nosso posicionamento em estar na vontade de Deus, em obedecer ao Senhor. É esta atitude que reflete em nos a adoração! Davi soube reconhecer a autoridade de Deus, ele sabia que tudo estava sob o controle do Senhor que o ungiu. Os salmos de Davi confirmam que ele buscava o Reino de Deus em primeiro lugar.
O SEGREDO DOS ADORADORES
Devemos submeter a Deus toda a nossa vida, nossos planos, e deixar que Senhor tome as devidas decisões. Nós somos chamados a viver sob o domínio de Jesus e quando isto se torna o alvo de nossos corações surgirá então cânticos de louvores inspirados, palavras inspiradas, sabedoria divina e uma verdadeira adoração.
Não podemos nos deixar levar por nenhuma direção que não nos leva ao Senhorio de Jesus em nossas vidas. Busquemos conhecer mais o Senhor, ser íntimo Dele, assim iremos fazer com que outras pessoas sejam alcançadas pelo poder, pela obra redentora de Jesus.

Santo Alexis, Homem de Deus (viveu como mendigo em sua própria casa)

No século IV viviam em Roma Eufêmio e Aglaya, um rico casal conhecido por sua compaixão e caridade. Alimentavam todos os dias os pobres, órfãos, viúvas e peregrinos. Quando havia poucas pessoas para alimentar, Eufêmio dizia com tristeza que era indigno de caminhar sobre a terra. Todos amavam Eufêmio e sua esposa, um casal que ainda não havia sido agraciado com filhos. Sofriam por isso, e rogavam a Deus que lhes concedesse um filho para que lhes alegrasse em sua velhice. Deus ouviu suas preces dando-lhes um filho a quem batizaram com o nome de Alexis. Seus pais tudo fizeram para lhe dar uma boa educação e para que crescesse bondoso e piedoso. E, tendo como guia seus devotos pais, desde muito cedo Alexis amava o Senhor, orava constantemente, jejuava e se vestia com modéstia. Chegando a maioridade, seus pais lhe encontraram uma noiva com quem se casou. Após o casamento, ainda nas núpcias, quando estavam sós, Alexis aproximou-se de sua esposa virgem, lhe deu um anel de ouro, um cinturão de muito valor, dizendo-lhe: «Guarda isto, e que Deus esteja entre nós até que sua bondade nos faça novos». Em seguida, deixou-a sós. Despiu suas ricas vestes nupciais, vestiu-se como um simples aldeão e se foi da casa de seus pais. Fez isto inspirado nas palavras de Cristo: «E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna» (Mt 19,29). Presume-se que tenha consentido se casar antes de sair da casa de seus pais, para assegurar a sua noiva um futuro melhor.
Vagando por vários países, Alexis chegou finalmente à cidade de Edessa. Ali estava guardado o antigo ícone do Salvador, não feito por mãos humanas. Em Edessa, Alexis deu aos pobres suas últimas moedas e começou a viver como mendigo, próximo à Igreja da Santíssima Virgem, vivendo da generosidade dos que passavam por ali. Rezava dia e noite e comungava sempre aos domingos. Assim, viveu durante 17 anos na miséria, fazendo exercícios espirituais.
Pouco a pouco, muitos habitantes de Edessa ficaram conhecendo e apreciavam a profunda espiritualidade do mendigo que vivia sentado à porta da igreja. Um dos servidores da igreja viu em sonho a Santíssima Virgem que lhe pediu que deixasse entrar na sua igreja um homem de Deus, pois as suas orações chegavam a Deus e, assim como repousa sobre a cabeça do o rei a coroa, sobre ele repousa o Espírito Santo. O servidor da igreja ficou confuso, pois não sabia quem era o tal «o homem de Deus». A visão, porém, se repetiu, e a Mãe de Deus indicou que era o mendigo que vivia sentado à porta da Igreja.
Depois disso, o apreço e a admiração por Alexis aumentou, e era comum se referiam a ele como um exemplo. Então, para afastar-se das futilidades e da vangloria, ele se foi de Edessa. Chegou ao Mar Mediterrâneo e embarcou para algum outro país. Durante a travessia,  a embarcação foi surpreendida por uma grande tormenta e, depois de alguns dias, o maltratado barco chegou à Itália, próximo de Roma, onde anos atrás vivia Alexis.
Em terra, dirigiu-se a casa de seus pais e, no caminho, encontrou seu pai que retornava da Igreja. Inclinando-se diante do pai, Alexis disse: «tem piedade deste mendigo e dá-me um lugar em tua casa, e o Senhor te abençoará e te concederá o Reino dos Céus; e se tens alguém de tua família viajando, Deus te devolverá». Aquelas palavras recordaram Eufêmio de que seu filho havia desaparecido, e caiu em lágrimas. Disse ao mendigo que lhe daria uma pequena casa em sua estância.
Assim, Alexis começou a viver nas imediações da casa paterna sem ser reconhecido, pois tendo vivido tantos anos nas privações, tornou-se irreconhecível. Na pequena casa, Alexis continuava a viver da mesma forma como vivera em Edessa: orava constantemente a Deus, comungava a cada domingo, suportava a mendicância e se conformava com muito pouco. No entanto, era difícil ver em seu pai, mãe e esposa, a dor pela perda de seu filho e esposo. Assim se passaram mais 17 anos.
Quando Alexis pressentiu que chegava a hora de sua morte, escreveu sobre um papel sua vida, iniciando pelo dia em que se afastou da casa de seus pais. Ao terminar de escrever, esperava pela morte.
No domingo seguinte, o bispo da cidade de Roma, Inocêncio, na presença do imperador Honório oficiava a Divina Liturgia. Havia muitos fiéis presentes. Durante a Liturgia, escutou-se uma voz que dizia: «Busquem o homem de Deus na casa de Eufêmio». O imperador perguntou a Eufêmio: «Por que não nos disseste que em tua casa vive um homem de Deus?». Eufêmio respondeu: «Não sei do que estão falando!»
Então o imperador Honório e o Papa Inocêncio decidiram ir à casa de Eufêmio para conhecer quem era aquele homem de Deus. Quando chegaram à estância, souberam pelos criados que na pequena casa vivia um homem que rezava e jejuava. Entraram na pequena casa e viram um homem morto caído ao chão. Seu rosto resplandecia e de seu corpo exalava um aroma.
O imperador viu o papel na mão de Alexis, tomou e começou a ler. Finalmente Eufêmio e todos os presentes souberam que aquele mendigo que há tanto tempo vivera ali era o seu filho perdido. Os pais sofreram muito por saber tão tardiamente que aquele era seu filho. Mas lhes consolava saber que ele tinha alcançado a santidade.

SÃO ROQUE – 16 de agosto

Padroeiro dos inválidos, cirurgiões, protetor do gado, contra doenças contagiosas e a peste. 
                
Significado do nome: eremita, homem grande e forte
 
          Originário de família nobre, distinta e abastada, São Roque nasceu em Montpellier, na França, em 1295.
          Seu nascimento teve o significado de um grande dom de Deus e fruto das orações de seus pais. Libéria, sua mãe, mulher virtuosa, era devotada de Nossa Senhora, a quem recorreu, pedindo a graça de ter um filho, apesar de sua idade avançada. Foi atendida em seu anseio e dedicou-se com cuidado à educação de Roque, incutindo-lhe desde cedo a devoção à Nossa Senhora.
          Perdeu os pais entre os quinze e vinte anos, herdando um enorme patrimônio. Mas as aspirações de Roque eram por outra herança: queria viver na pobreza, imitando a Cristo.
          Assim, inclinado para a piedade, repartiu entre os pobres, em segredo, tudo o que pode colher de suas rendas. Como a idade não lhe permitia dispor nem alienar seus bens de raiz, confiou-os a um tio, partindo sem nada para Roma, mendigando pelo caminho.
          Chegando a Toscana, em Aguapendente, viu a grande mortalidade causada pela peste.  Levado pelo desejo de ser útil aos empestados, pediu permissão ao administrador do hospital para assistir aos doentes, o que lhe foi permitido.
          Logo que Roque se meteu entre os empestados, cessou a epidemia da doença naquela cidade. O mesmo se deu em Cesena e outras localidades; dizia-se que a peste fugia de Roque.
          Tomando conhecimento de que a epidemia chegara a Roma, Roque partiu imediatamente. Lá chegando, foi ouvido em confissão pelo cardeal Britânico que então tomou conhecimento dos dons que o Santo possuía. Pediu-lhe para que suplicasse a Deus pelo fim do flagelo que atingia a cidade. Roque fez a oração e sentindo que alcançara a graça, convidou o cardeal a agradece-la juntamente com ele. Mas esse fato se creditou à virtude do Santo.
          Permaneceu em Roma por três anos, praticando a caridade na assistência aos enfermos. Ao retornar à França, foi passando por localidades da Itália, onde já havia estado. Ficou por alguns anos nas cidades da Lombardia, tratando os doentes a quem, muitas vezes, curava com o sinal da cruz.
          Em Piacenza (Palencia), acabou por contrair a doença. Certa noite despertou com febre e dor aguda na perna esquerda, o que o fazia gritar. A violência do mal não lhe permitia tranqüilidade interior. Para não perturbar com seus gritos os outros doentes do hospital, dirigiu-se para fora da cidade, à entrada de um bosque, onde encontrou uma pequena choça que lhe serviu de abrigo. Esse foi seu refúgio para não perturbar ninguém.
          Com a graça de Deus, Roque viu brotar perto da cabana, um manancial de água cristalina. Com ela, sentia mais alívio, ao lavar suas feridas. Se não fosse um cão que todos os dias lhe trazia pão roubado da mesa do dono, teria morrido de fome. O dono do cão, intrigado com a regularidade com que este lhe roubava o pão, seguiu-o certa vez, pela floresta, encontrando Roque, de quem tornou-se amigo, fazendo o possível para ajuda-lo.
          Curado da peste, Roque dirigiu-se para à França a fim de liquidar o restante de seus bens. Montepellier estava em guerra civil quando lá chegou. Tido como espião, foi levado à presença do governador que era seu tio. Diante dele, sequer afirmou sua identidade. Ninguém o reconheceu, pois os anos e a vida que levara alteraram-lhe a fisionomia e a aparência. Preso, ficou num calabouço escuro durante cinco anos. Seu alimento era pão e água, passando os dias em oração. Sua consolação estava em Deus e na Virgem Maria.   
          O carcereiro da prisão admirava-se da extraordinária paciência do Santo e considerava-o diferente dos outros presos.
          Sentindo que a própria morte se aproximava, Roque pediu a presença de um sacerdote para se confessar e comungar. Por tudo o que disse, o confessor notou que aquele era um homem extraordinário e comunicou suas impressões ao governador. Este, porém, desconsiderou a apreciação do sacerdote.
          Completamente abandonado Roque, falecia pouco depois. Era o dia 16 de agosto de 1327. Ao descer ao calabouço, o carcereiro viu uma luz muito brilhante saindo pelas brechas da cela. Abriu a porta e encontrou Roque morto, estendido no chão.
          Difundiu-se pela cidade, rapidamente, a notícia de que havia falecido um Santo na prisão. Muitas pessoas dirigiram-se para lá. Entre os visitantes, estava também sua avó, que reconheceu o corpo de Roque por uma mancha cor de vinho, em forma de cruz, que ele tinha no peito.
          Ao ter conhecimento de que o morto era seu sobrinho, o governador ficou inconsolável pela dureza com que o tratara e providenciou suntuosos funerais. O corpo de Roque foi conduzido triunfalmente pelas ruas da cidade, acompanhado de clero, nobreza e povo.
          Em seu nome, logo aparecerem diversos e prodigiosos milagres. Durante o Concílio de Constança, em 1414, São Roque foi invocado contra a peste que tomara conta da cidade. A partir dessa data, o culto de São Roque se estendeu por toda a Europa, particularmente à Itália e à Flandres. Este culto foi solenemente confirmado pelo Papa Urbano VIII e por dois decretos da Sagrada Congregação dos Ritos de 16 de julho e 26 de novembro de 1629.

Relíquia
          Venera-se na igreja matriz da cidade de São Roque uma parcela do braço de São Roque. Essa relíquia foi concedida à nossa igreja, em 1953 pelo eminentíssimo cardeal Adeodato Piazza. Acha-se ela encerrada em artístico relicário feito em Milão ( Itália ). Dignos de nota são os três medalhões ( de puro esmalte ) que ornam o pé do relicário: o primeiro é o mapa do Brasil - o segundo é o mapa do estado de São Paulo com o município de São Roque representado por um cacho de uvas - o terceiro é o escudo da Ordem dos Carmelitas   Descalços, a cujos cuidados estava confiada.

Oração à São Roque
Glorioso São Roque, alcançai-nos de Cristo Nosso Senhor as graças que nos são necessárias para vivermos dignamente a vida cristã.
Aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade.
Seguindo o Vosso Exemplo queremos amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como Cristo nos mandou.
Queremos ajudar aos pobres, aos doentes, aos necessitados de toda a espécie, como vós mesmo o fizestes.
E que um dia, na glória do céu, nós possamos, convosco, gozar da vida eterna. Amém.

Oração à São Roque - Para alcançar a cura em qualquer enfermidade
Ó inefável padroeiro nosso, São Roque, pela ardente caridade com que amastes o próximo nesta terra, chegastes a expor vossa própria vida para assisti-lo nas necessidades e doenças, especialmente nas moléstias contagiosas. Oh! Fazei que estejamos sempre livres dessas terríveis enfermidades e livrai-nos da peste ainda perigosa que é o pecado. Amém.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A PASSIO DOMINI

Na Quinta-feira Santa, Nosso Senhor foi até o Jardim das Oliveiras para rezar, começando assim a Sua Divina Paixão. Ali Ele rezou: "Pai, se for da Vossa vontade, afastai de mim este cálice: no entanto, não se faça a minha vontade, mas a Vossa". Então um Anjo descendo do céu apareceu-Lhe para O fortalecer. Do mesmo modo como o Anjo fortaleceu e consolou Nosso Senhor, o Eterno Sumo Sacerdote, assim nos reunimos na presença de Jesus na Eucaristia para fortalecer espiritualmente e nutrir os nosso sacerdotes, através da intercessão dos santos Anjos. Jesus quis que o Seu sacerdócio permanecesse na Igreja, de uma forma visível através dos sacerdotes. Por essa razão, a atenção para o sacerdócio sacramental da Igreja é uma característica essencial da Obra dos Santos Anjos.
O "mistério pascal" de Jesus Cristo está no centro da nossa fé cristã. A Páscoa de Jesus realizada através de seu sofrimento, morte e ressurreição também está no centro da espiritualidade da Obra dos Santos Anjos. Os membros da OA são encorajados a realizar a memória semanal da Paixão de Nosso Senhor em união com os santos Anjos. Começando cada quinta-feira à noite e prosseguindo até sexta-feira à tarde os membros são convidados a manter um certo grau de recolhimento e de reflexão sobre a Paixão do Senhor. Eles devem passar uma hora na quinta-feira à noite e outra hora na sexta-feira à tarde (de acordo com as possibilidades do próprio estado de vida) dedicando-se à oração e adoração, em união com Jesus Cristo assim como Ele passou através da agonia no Jardim das Oliveiras na Quinta-feira Santa, e morreu na cruz na Sexta-feira Santa.
Assim como o anjo veio fortalecer a Cristo no Jardim do Getsêmani, assim também invocamos os santos Anjos para fortalecer-nos no carregar as nossas próprias cruzes. No entanto, a observância da Passio Domini é acima de tudo uma oração de intercessão para os outros. Durante o tempo que acompanhamos Cristo na sua paixão, oferecemos as gotas do Preciosíssimo Sangue de Jesus que Ele derramou por amor a nós e para a salvação do mundo. Nós oferecemos o Seu sangue, de modo especial para os sacerdotes e para os religiosos, para que eles sejam fiéis no cumprimento de suas vocações. Também intercedemos por aqueles sacerdotes que abandonaram a sua vocação para que eles possam se reconciliar com Cristo e a Sua Igreja. 
Nosso Senhor pede que vigiemos com Ele uma hora. Qualquer pessoa seguindo este apelo do Senhor e permitindo ser conduzida pelo seu santo Anjo, aprende, antes de mais, a força do silêncio; silêncio que é algo mais do que "Não falar". É o silêncio dos lábios e do coração, do amor à tranqüilidade e ao recolhimento; o silêncio que tem a reverência como o seu primeiro fruto. Ele também eleva o homem para o mundo das verdades da fé. Ele é o caminho para a purificação e integridade, uma arma contra toda a dissipação, distração e superficialidade.
Existem três fases na vida ascética que consideramos ser a Lei dos santos Anjos: silenciar - escutar - obedecer. Estas três práticas, a seu tempo, deverão dar frutos e tornarem-se, por assim dizer, os atributos característicos de quem é guiado pelos santos Anjos.
A manifestação externa destes atributos se concretiza nas quatro direções fundamentais da Obra: Adoração - Contemplação - Expiação - Missão. É nestas direções que a própria vida com o Anjo encontra a sua expressão. Estas quatro direções não são novas na Igreja. Os numerosos e diversos mosteiros, assim como diversas congregações religiosas o testemunham. Mas, aqui, é a maneira como são realizadas que é nova; também o objetivo é novo, em especial o de expiação pelos sacerdotes.
Ouvimos Nosso Senhor falando aos nossos corações, e imploramos ao Pai Celestial de permitir que uma gota do Preciosíssimo Sangue de Jesus, derramado no Jardim de Getsêmani, possa cair sobre aqueles por quem oramos. No mais profundo desespero de Nosso Senhor, Ele encontrou os Apóstolos dormindo e lhes perguntou: "Então não pudestes vigiar uma hora comigo?". Queremos passar estas três horas com nosso Salvador, para que neste tempo Ele não sofra sozinho.
Venha, então, convidamos você para se reunir conosco e com os santos Anjos neste trabalho abençoado que fazemos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amen.


"No Natal, o Pai dá o maior de todos os presentes à humanidade"


O que acontece no Natal? Para nos ajudar a responder a essa pergunta, o evangelista Lucas nos coloca no coração dos acontecimentos: Lc 2,1-20. Ele nos convida a contemplar o Presépio. A descrição que faz do que aconteceu na gruta de Belém nos deixa surpresos, pois Jesus não é descrito diretamente. Fôssemos nós a narrar o nascimento de uma criança, falaríamos de seu rosto e de seu choro, de seu tamanho e peso. Lucas nada nos diz a esse respeito. Não elogia Jesus e nem se preocupa em nos dizer como ele era.
Na primeira parte do que descreve, parece querer destacar José e Maria, que se submetem a um homem poderoso – César Augusto. Esse imperador espalha o medo pela região: como não obedecê-lo, já que queria um recenseamento completo da população, para que ninguém deixasse de pagar impostos? O imperador demonstra seu poder movimentando as pessoas, mesmo que se trate de mulheres, como Maria, que estejam grávidas e, para as quais, qualquer viagem é um grande incômodo.
A segunda parte da descrição é em torno dos pastores. Para que entendessem que a mensagem que ouviam era marcada pela alegria, foi preciso que os anjos os acalmassem: “Não tenhais medo!”
Mesmo que Lucas não entre em pormenores sobre Jesus, no centro não só da cena que descreveu, mas em todo o seu Evangelho, é o Filho de Deus que se destaca. Jesus  é o centro do Natal. Tudo movimenta-se ao seu redor, isto é, ao redor de uma criança que, como toda criança, é frágil e indefesa. Ele está no centro da vida de Maria e de José; no centro da vida dos pastores. Mais: no centro da História. Tudo gira em torno dele; tudo foi feito por ele e para ele.
Gosto de observar presépios, não importa de que maneira são feitos, nem por quem. Vejo que em todos eles as personagens estão ali em função de Jesus. Todas estão voltadas para ele ou têm sentido em vista dele. José o protege. Maria é aquela que o enfaixa e o coloca na manjedoura. Os pastores, para visitá-lo, deixam seu rebanho. Jesus nada diz, nada ordena e, no entanto, todos são tocados por ele.
A partir de seu nascimento, em Belém, Jesus passa a estar no centro da vida dos homens e mulheres, dos jovens e crianças de todos os tempos - também dos que não o aceitam. Ele veio trazer a salvação e a paz para todos, mas não obriga ninguém a aceitá-las. No Natal, o Pai dá o maior de todos os presentes à humanidade. Mas não nos dá Seu Filho porque somos santos, mas porque somos necessitados e precisamos de um Redentor. Sem ele – Caminho, Verdade e Vida -, pereceríamos. Sozinhos, não conseguiríamos trilhar o caminho do amor.
 
O que acontece no Natal?, comecei perguntando. Com a ajuda do evangelista Lucas, descobrimos que, no Natal, Deus abre imensos horizontes diante de nós, pois nos tira do caminho da morte e nos introduz no caminho da vida. O apóstolo Paulo nos dirá que, no Natal, “a graça salvadora de Deus manifestou-se a toda a humanidade”, pois Cristo “se entregou por nós, para nos resgatar de toda iniquidade e purificar para si um povo que lhe pertença e que seja zeloso em praticar o bem” (Tt 2,11.14). Purificar para si um povo que lhe pertença! Somos chamados a pertencer a este povo que tem como centro Jesus. Um povo que se dedique a praticar o bem.
O que acontece no Natal? Acontece simplesmente isso: “nasceu para nós um menino” (Is 9,5). Jesus está no meio de nós!
 

Papa e camisinha: Congregação para a Doutrina da Fé publica nota

A Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), do Vaticano, publicou uma Nota sobre a banalização da sexualidade, a propósito de algumas leituras equivocadas feitas do livro-entrevista de Bento XVI, Luz do Mundo.

O texto vai publicado na edição do L’Osservatore Romano desta quarta-feira, 22, e foi disponibilizado pela Sala de Imprensa da Santa Sé em seis línguas.
Acesse
.: Nota da CDF sobre banalização da sexualidade


No capítulo de Luz do Mundo dedicado à sexualidade humana, o Papa fala sobre prostituição. Acerca dessa realidade, o Pontífice ressalta que, quem sabe que está infectado pelo HIV e pode transmitir a infecção, põe em sério risco a vida de outra pessoa, com repercussões ainda na saúde pública.

"Pode haver casos individuais justificados, por exemplo, quando uma prostituta usa um preservativo, e esse pode ser o primeiro passo rumo a uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade para desenvolver de novo a consciência do fato de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. No entanto, essa não é a maneira verdadeira e adequada para vencer a infecção do HIV. É verdadeiramente necessária uma humanização da sexualidade", explicou Bento XVI no livro.

De acordo com a Nota da CDF, as palavras do Papa não constituem uma alteração da doutrina moral nem da práxis pastoral da Igreja, conforme já havia salientado o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, em nota oficial.

"Foram difundidas diversas interpretações não corretas, que geraram confusão sobre a posição da Igreja Católica quanto a algumas questões de moral sexual. Não raro, o pensamento do Papa foi instrumentalizado para fins e interesses alheios ao sentido das suas palavras, que aparece evidente se se lerem inteiramente os capítulos onde se alude à sexualidade humana. O interesse do Santo Padre é claro: reencontrar a grandeza do projeto de Deus sobre a sexualidade, evitando a banalização hoje generalizada da mesma", explica a Congregação vaticana.

O texto ainda salienta que o Santo Padre nunca disse que a prostituição com o uso de preservativo pode ser licitamente escolhida como mal menor, conforme foi sustentado por alguns grupos.

"A Igreja ensina que a prostituição é imoral e deve ser combatida. Se alguém, apesar disso, pratica a prostituição mas, porque se encontra também infectado pelo HIV, esforça-se por diminuir o perigo de contágio inclusive mediante o recurso ao preservativo, isto pode constituir um primeiro passo no respeito pela vida dos outros, embora a malícia da prostituição permaneça em toda a sua gravidade", diz a Nota.

A Nota da CDF coloca em destaque o fato de que o Bispo de Roma não fala da moral conjugal ou da norma moral sobre a contracepção, mas do caso completamente oposto da prostituição, que a moral cristã sempre considerou gravemente imoral.

"A ideia de que se possa deduzir das palavras de Bento XVI que seja lícito, em alguns casos, recorrer ao uso do preservativo para evitar uma gravidez não desejada é totalmente arbitrária e não corresponde às suas palavras nem ao seu pensamento", esclarece.

Sobre a luta contra o HIV, o texto conclui indicando que os membros e instituições da Igreja devem acompanhar as pessoas e formar para a abstinência antes do matrimônio e a fidelidade dentro do pacto conjugal:

"A este respeito, é preciso também denunciar os comportamentos que banalizam a sexualidade, porque [...] são eles precisamente que representam a perigosa razão pela qual muitas pessoas deixaram de ver na sexualidade a expressão do seu amor".

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Fez-se carne… – Natal do Senhor



No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus. Ela existia, no princípio, junto de Deus. Tudo foi feito por meio dela, e sem ela nada foi feito de tudo o que existe. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. Veio um homem, enviado por Deus; seu nome era João. Ele veio como testemunha, a fim de dar testemunho da luz, para que todos pudessem crer, por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Esta era a luz verdadeira, que vindo ao mundo a todos ilumina. Ela estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dela, mas o mundo não a reconheceu. Ela veio para o que era seu, mas os seus não a acolheram. A quantos, porém, a acolheram, deu-lhes poder de se tornarem filhos de Deus: são os que crêem no seu nome. Estes foram gerados não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E a Palavra se fez carne e veio morar entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que recebe do seu Pai como filho único, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho dele e proclama: “Foi dele que eu disse: ‘Aquele que vem depois de mim passou à minha frente, porque antes de mim ele já existia’”. De sua plenitude todos nós recebemos, graça por graça. Pois a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus; o Filho único, que é Deus e está na intimidade do Pai, foi quem o deu a conhecer. (João 1,1-18)





LECTIO – Leitura
Após uma caminhada de quatro semanas preparatórias, eis que chega o Natal, dia de festa, de alegria, de fé. É hora de celebrar a presença deste Deus entre nós. O Natal de hoje festeja outras coisas e esquece aquele que deu origem à festa. Nós cristão não podemos nos deixar levar por tais atitudes, precisamos nos centrar no Jesus menino. A liturgia de Natal quer nos ajudar neste caminho.
Os primeiros cristãos frequentemente elaboraram hinos para expressar e celebrar a sua fé. O texto, em consideração, do evangelho de João é um belo exemplo. Trata-se de um hino cristológico que expressa a fé da comunidade em Cristo enquanto Palavra viva de Deus, a sua origem eterna, a sua procedência divina, a sua influência no mundo e na história, possibilitando à humanidade que O acolhe e escuta tornar-se “filha de Deus”. Ao longo do evangelho, João, irá desenvolver todos os temas apresentados neste hino.
O hino começa com a expressão “no princípio”, tal recorda o relato da criação que encontramos em Gn 1,1, dando uma chave de interpretação… Ou seja, o que o evangelista irá apresentar sobre Jesus está relacionado com a obra criadora de Deus. Melhor, em Jesus vai acontecer a definitiva intervenção criadora de Deus no sentido de dar vida plena à humanidade…
João apresenta, logo a seguir, a “Palavra” (“lógos”). A “Palavra” é uma realidade anterior ao céu e à terra, implicada já na primeira criação. Não só essa “Palavra” estava junto de Deus e colaborava com Deus, mas “era Deus”. Identifica-se totalmente com Deus, com o ser de Deus, com a obra criadora de Deus. Deus faz-Se inteligível através da “Palavra”. Essa “Palavra” é geradora de vida para a humanidade, concretizando o projeto de Deus.
Essa “Palavra” veio ao encontro da humanidade e fez-se “carne” (pessoa). O evangelista identifica claramente a “Palavra” com Jesus, o “Filho único cheio de amor e de verdade”, que veio ao encontro da humanidade. Em Jesus podemos contemplar o projeto ideal do ser humano. A “Palavra” “montou a sua tenda no meio de nós”. O verbo “skênéô” (“montar a tenda”) aqui utilizado alude à “tenda do encontro” que, na caminhada pelo deserto, os israelitas montavam nos seus acampamentos e que era o local da presença de Deus no meio do seu Povo (veja Ex 27,21; 28,43; 29,4…). Agora, a “tenda de Deus”, é Jesus. Quem quiser encontrar Deus e receber d’Ele vida em plenitude (“salvação”), a irá encontrar em Jesus.
A função dessa “Palavra” é acender a luz que ilumina o caminho da humanidade, possibilitando-lhe encontrar a vida verdadeira. Jesus Cristo vai, no entanto, deparar-se com a oposição à “vida/luz” que Ele traz. Ao longo do Evangelho, João irá contando essa história do confronto da “vida/luz” com o sistema injusto e opressor que pretende manter a humanidade prisioneira do egoísmo e do pecado. Recusar a “vida/luz” significa preferir continuar a caminhar nas trevas (que se identificam com a mentira, a escravidão, a opressão), independentemente de Deus; significa recusar chegar a ser homem/mulher pleno, livre, criação acabada e elevada à sua máxima potencialidade.
O acolhimento da “Palavra” implica a participação na vida de Deus. João diz mesmo que acolher a “Palavra” significa tornar-se “filho/a de Deus”. Começa, para quem acolhe a “Palavra”/Jesus, uma nova relação entre o homem/mulher e Deus, aqui expressa em termos de filiação: Deus dá vida em plenitude à humanidade.
MEDITATIO – meditação
  • Acolher a “Palavra” é deixar que Jesus nos dê a vida plena, a fim de nos tornarmos, verdadeiramente, “filhos/as de Deus”. Será que o Natal nos recorda este compromisso de acolher esta “Palavra”?
  • Ainda hoje a “Palavra” continua a confrontar-se com atitudes geradores de morte que procuram afastar-nos da verdadeira vida, como é que me posiciono perante tudo o que é contrário à vida plena?
  • Jesus é para nós a “Palavra” suprema que dá sentido à nossa vida, ou deixamos que outras “palavras” nos levem a procurar a felicidade por outros caminhos?
ORATIO – oração
A transformação da “Palavra” em “carne” é a espantosa aventura de um Deus que ama de uma forma incompreensível e que aceitou revestir-se da nossa humanidade a fim de nos dar vida em plenitude. Neste dia, somos convidados a contemplar, numa atitude de serena adoração, esse incrível passo de Deus, expressão extrema de um amor sem limites.
CONTEMPLATIO – contemplação
Contemple o presépio, atente naquele menino pequenino que é o filho de Deus que vem até nós para ser como nós.
MISSIO – missão
“O Natal não é uma festa só para crianças; é para todos. Se queremos entrar no reino dos céus temos de nos fazer como as crianças. O próprio Jesus, sendo tão grande, não desdenhou de se fazer menino.” José Allaman
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