terça-feira, 19 de julho de 2011

Afetividade e Sexualidade


Educar-se para a castidade é possível para quem busca o desígnio de Deus

1. INTRODUÇÃO:
·Cardeal Martini, Arcebispo de Milão, em seu livro “Sobre o Corpo”, é o ponto de referência para nossa conversa de hoje.
·A Palavra de Deus que ilumina nossa visão cristã da sexualidade:
A.“Deus criou o homem à sua imagem; à sua imagem o criou; homem e mulher os criou”. (Gn 1,27)
B.“Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes os vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: este é o vosso culto espiritual”. (Rm12,1)
C.“O corpo não é para a devassidão, ele é para o Senhor e o Senhor é para o corpo”.(I Cor 6,13)
2.HOMEM E MULHER OS CRIOU:
·No mito grego, narrado por Platão: “Um dia Zeus, querendo castigar o homem sem destruí-lo, o partiu em dois. Dali para diante cada um de nós é o símbolo de um homem, a metade que procura a outra metade, o símbolo correspondente”. (O Banquete, XVI) No mito, está presente algo que experimentamos: o corpo como palavra não dita, realidade não completa, que remete ao outro.
·Na Bíblia, o corpo do homem e o da mulher são criados à imagem e semelhança de Deus, também enquanto macho e fêmea. Isto é fundamental para entender o que é o corpo e como se torna ele mesmo.
·“Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18.21-23). Quando o homem acorda, tem um grito de alegria e maravilha pela alteridade da mulher. O homem exulta na superação da solidão, na descoberta do outro.
·O meu corpo tem uma palavra precisa inscrita em si: esta palavra é o outro. O corpo se torna ele mesmo diante do outro, pondo-se em relação.Se eu quiser possuir o outro, não será mais “outro”, e eu permanecerei só, sem nenhum “outro”.
3.IMPLICAÇÕES DESTA VERDADE BÍBLICA:
·“O outro diz o Outro”: A palavra inscrita no corpo fala de Deus, do santo, o “Outro”. Santo significa “diverso”: Lv 11,44 e I Cor 6, 13.16. Meu corpo é chamado a ser templo de Deus, de um modo diverso, próprio de Deus.
·“O selo de Deus”: O Homem e a Mulher são chamados a ser imagem e semelhança de Deus, a exprimir na alteridade sexual o vulto de Deus que é amor, colocando-se em relação de simpatia, comunhão e fecundidade. O corpo humano tem o selo de Deus, pelo que será chamado a viver um amor que não se fecha em si mesmo. É o amor divino que permite ao nosso corpo existir. O sexo contém uma palavra sublime de amor, que realiza a pessoa à imagem de Deus, cuja santidade é o amor. Uma sexualidade que não redescobre a palavra do corpo reduz o corpo à insensatez, desonrando-o e desprezando-o, esvaziando-o de seu significado.
·“Sexualidade e liberdade”: A sexualidade é uma energia à disposição de cada um, mas depende de mim o seu uso. O corpo humano é uma conexão entre a liberdade e a necessidade, vai além do instinto. A liberdade do cristão é viver o corpo com a capacidade de servir-se dele para amar. Não é fazer o que agrada ou somente o que eu devo, mas fazer o que agrada a Deus, pois me alegra agradar a quem me ama e eu amo. A beleza e a harmonia da sexualidade vêm a ser aprendidos, para serem dirigidas com liberdade, segundo a inspiração do Senhor.
·“O Corpo como limite”: A sexualidade é o limite que remete à outra pessoa, diversa de mim. É o lugar mais evidente para ser contra ou a favor do outro. O exercício da sexualidade diz respeito à outra pessoa. Cada um, masculino ou feminino, conhece a si mesmo através de uma reflexão sobre si mesmo. Mas há aspectos que só são conhecidos do homem pela mulher e vice-versa.
·“Complementariedade, não diferença”: Diferença significa um relacionamento desigual, onde um é maior ou menor do que o outro. Também a idéia de diversidade é insuficiente, pois sublinha características estranhas entre as pessoas. É melhor falar de integração ou complementariedade, que faz alegrar-se com o bem que o outro tem e se transforma justamente em princípio de comunhão no dom, na acolhida e no serviço recíproco, impregnando de humildade, respeito, fidelidade e reverência o amor.
·“O homem se transforma naquilo que ama”: Deus se torna a vida do ser humano (Dt 6,4). O relacionamento entre homem e mulher é figura do relacionamento com Deus. O ser humano é feito para amar a Deus de modo absoluto, como sua única referência em sentido pleno. O amor do homem e da mulher é um eco do amor de Deus, que o levou a unir-se ao ser humano, para ser com ele, em Jesus, uma só carne. Pode-se dizer também, reciprocamente: “Quem se une ao Senhor, forma com ele um só espírito” (I Cor 6,17).
·“Sexualidade e responsabilidade”: Quando a Igreja fala de sexualidade está lendo a sabedoria comum dos povos à luz do Evangelho, que compreende que sem restrições não haverá um sentido verdadeiro de alegria. A intenção da Igreja é educativa!
A.A regra clássica: A satisfação conseqüente da união amorosa de suas pessoas tem verdadeiro significado humano quando há fidelidade recíproca e abertura à fecundidade; tudo o que não entra nesta regra carece de sentido pleno;
B.O sentido do pecado vem quando há um gesto livre que perturba de modo grave o equilíbrio interior e relacional da sexualidade bem ordenada e o relacionamento de submissão ao desígnio de Deus para a felicidade humana.
C.Muito do que se desvia da regra fundamental é devido a uma sexualidade preguiçosa e desordenada. Ocorre um caminho de clareza e vitória sobre si mesmo. O conselho de uma pessoa madura e o sacramento da reconciliação serão sempre uma grande ajuda.
·“O consumismo do sexo”: A sexualidade não pode ser degradada a coisa ou ídolo, ou imagem. Como nossa cultura é de imagens e não do espírito, ela não consegue perceber a dimensão mais profunda e mais verdadeira do corpo.
4.A CASTIDADE:
·João Paulo II: “A castidade é a atitude transparente no relacionamento com a pessoa de outro sexo”.
·A castidade é ordem, equilíbrio, domínio, harmonia. Muitos afirmam ser propriedade sua o corpo, mas isto contradiz o que dissemos sobre o corpo como relação.
·A castidade é bonita porque reconhece o senhorio de Jesus Cristosobre o corpo (I Cor 6,13), faz viver no corpo a liberdade do Espírito com os frutos elencados por São Paulo na Carta aos Gálatas (5,22)
·A Castidade tem significado e concretização diversa de acordo com os estados de vida. Na adolescência e na juventude são postas as bases para o desenvolvimento da pessoa e acontece a formação da coerência e domínio de si que se refletirá de modo benéfico em todas as fases da existência.
·Educar-se para a castidade: não basta a razão! É necessária intuição espiritual que ajude a acolher as exigências decorrentes do fato de que nosso corpo é do Senhor. Isto exige humildade, perseverança, oração.
·Educação para a castidade:
- Castidade como superação de mentalidade de posse e de consumo, onde o prazer é mais um produto.
-Castidade e pureza de coração(Mt 5,8): ela é uma atitude mais ampla do que a castidade, mas que a inclui e permite descobrir a causa de não poucas dificuldades;
-Frutos da castidade: experiência unificante da vida, liberdade dos falsos absolutos, abertura, disponibilidade.
- Formação para o conhecimento do corpo e atitudes de saída de si desde o nascimento.
- Um jovem ou uma jovem só se tornam homem e mulher quando capazes de esquecer de si para o bem dos outros e o bem do outro. Antes disso, são psicologicamente ainda crianças ou adolescentes. Aprender a amar não é iniciar-se nas técnicas do ato sexual, mas a sair de si. Sem esta formação é quase impossível nascer uma vocação evangélica. Um jovem casto é capaz de dizer sim ao Senhor!
- Educar-se para a castidade é possível para quem busca o desígnio de Deus, quem se apaixonou pela sua vontade!
Dom Alberto Taveira Corrêa - Palmas / TO

domingo, 12 de junho de 2011

A tradição do dia dos namorados




No Brasil comemorarmos o dia dos namorados no dia 12 de junho.
Mas em grande parte do mundo (como EUA, Itália e Canadá), a data escolhida é 14 de fevereiro, dia de São Valentim (São Valentino, para alguns, ou o Valentine's day dos americanos), um santo devotado à idéia do amor.
Na verdade, há dois santos "Valentino". Um deles foi um padre, santo e mártir, que viveu no tempo do império romano, no ano de 269, durante a perseguição aos cristãos.

Segundo a lenda, o imperador Cláudius II estava mais interessado em seu exército e nas guerras do que na vida em família , e ele estava convencido de que os solteiros, sem esposas nem filhos, eram melhores soldados do que os casados e não teriam medo no campo de batalha.

Tanto era verdade, que o imperador foi tão longe a ponto de ditar uma lei proibindo o casamento. São Valentino, contudo, desafiou o imperador e continuou a celebrar matrimônios em segredo, até ser descoberto, preso e executado.

O outro São Valentino também viveu sob o império romano. Ele levava uma vida simples e era especialmente bondoso com as criancinhas. Um dia, Valentino foi jogado na prisão pelos romanos por ter se recusado a adorar os deuses deles. Dizia-se que as crianças escreviam mensagens de amor para ele e as lançavam pela janela da cela. Estes foram os primeiros cartões do "dia dos namorados". Mas não existe nenhum registro histórico disso.

Os cartões que conhecemos hoje foram feitos pela primeira vez por volta de 1800 e alguns eram bem enfeitados e decorados com pássaros e flores. Hoje, alguns dos cartões mais populares são os de humor.
No Brasil, apesar de ser comemorado às vésperas do dia de Santo Antônio, o famoso santo casamenteiro, tudo começou com uma campanha realizada em 1949 pelo publicitário João Dória - na época na Agência Standard Propaganda - sob encomenda da extinta loja Clipper.
Para melhorar as vendas de junho, então o mês mais fraco para o comércio, e com o apoio da confederação de Comércio de São Paulo, instituiu a data com o slogan:
"Não é só de beijos que se prova o amor".
A Standard ganhou o título de agência do ano e a moda pegou, para a alegria dos comerciantes. Desde então, 12 de junho se tornou uma data especial, unindo ainda mais os casais apaixonados, com direito a troca de presentes, cartões, bilhetes, flores, bombons....uma infinidade de opções para se dizer "Eu Te Amo!".

Nem todos os países comemoram o dia dos namorados como nós fazemos. Na Itália, as pessoas fazem um grande banquete no dia 14 de Fevereiro. Na Inglaterra, as crianças cantam canções a recebem doces e balas de frutas de seus pais. E na Dinamarca, as pessoas mandam flores prensadas umas às outras, chamadas "flocos de neve".

No Japão a data foi introduzida em 1936 e o costume neste dia é as mulheres presentearem os seus amados com caixas de chocolates. Embora a data represente uma oportunidade para as mulheres declararem o seu amor, nos últimos anos o giri choco (chocolate de cortesia ou “obrigação”) também se encontra presente na cesta de compra de grande parcela da população feminina. Mas, muita gente ainda reluta em adotar a data, alegando que se trata de uma jogada comercial, no que não deixam de ter razão, uma vez que o Valentine’s Day representa cerca de 20% do volume anual de vendas das fábricas de chocolate do arquipélago. Mas, o que vale mesmo é a intenção e não há como negar que a vida fica um pouquinho mais doce com estas declarações de amor e com estes chocolates.
Nos Estados Unidos nos dias que antecedem 14 de fevereiro, lojas de cartões, livrarias, lojas de departamentos e drogarias oferecem uma grande variedade de cartões comemorativos chamados Valentines.
Os adultos costumam comprar cartões para acompanhar presentes mais elaborados como doces, flores ou perfumes. Nas escolas as crianças apreciam comprar ou fazer cartões para seus amigos e professores.

Mas, cá entre nós, todo dia é dia para se dizer "Eu Te Amo!"




quarta-feira, 4 de maio de 2011

A mais antiga representação de Cristo e de sua Paixão achada na Jordânia POR: GLAYDSON BARROS


O descobridor e dono dos códices de bronze é Hassan Saida, um caminhoneiro beduíno que vive na aldeia árabe de Umm Al-Ghanim, Shibli. Ele se negou a vender as peças e só cedeu amostras para que sejam analisadas no exterior.
Entretanto, há toda uma disputa pela propriedade e posse dos livros. O dono alega que pertencem à sua família há um século, fato contestado por outros, segundo “The Telegraph”.
O governo jordaniano apóia as investigações porque, segundo Ziad al-Saad, diretor do Departamento Jordaniano de Antiguidades, os códices “realmente se comparam, e até são mais significativos que os rolos do Mar Morto”.
E acrescenta que podem constituir “a mais importante descoberta na história da arqueologia”.
Enquanto que os rolos do Mar Morto foram feitos em pergaminho ou papiro e contêm as mais recentes versões dos livros da Bíblia e outros textos no formato tradicional dos escritos judaicos, isto é rolos, estes códices estão organizados como livros, forma associada com o cristianismo nascente.
Ziad al-Saad acredita que os autores foram seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo que trabalharam poucas décadas depois da crucifixão. Então, o rosto reproduzido seria bem a Sagrada Face de Jesus Cristo feita por um contemporâneo do Redentor.
As partes escritas estão criptografadas em caracteres hebreus e gregos antigos para serem indecifráveis, segundo o “Daily Mail”.
Uma das imagens mais impressionantes apresenta um homem na força da vitalidade, cabelo solto e cacheado, levando na cabeça aquilo que parece ser uma coroa de espinhos.Esta imagem extraordinária seria a mais antiga reprodução do rosto de Nosso Senhor Jesus Cristo, talvez feita por alguém que o conheceu ou o viu pessoalmente.
A imagem tem relevo dando a impressão tridimensional de uma cabeça humana, que um lado é apresentada pela frente e do outro por trás.
Em volta dos dois lados há inscrições criptografadas. Mas uma parece conter as palavras “Salvador de Israel”, uma das poucas inscrições até agora decifradas.
Uma palmeira parece simbolizar a Casa de David ‒ a Casa Real de Israel de quem Nosso Senhor era legítimo chefe, portanto, rei de Israel por direito ‒ acompanhada por linhas que formam cruzes. Sucessivas estrelas representariam a Árvore de Jessé – ou seja, a árvore genealógica de Cristo. 
A Dra. Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Estudos sobre o Antigo Testamento, apontou que o judaísmo proíbe as imagens com feições humanas. Os livros, portanto, só poderiam ser cristãos.
David Feather, especialista em metalurgia e nos rolos do Mar Morto propôs que amostras dos livros fossem examinadas pela Universidade de Oxford.
As amostras também foram analisadas pelo Swiss National Materials Laboratory, de Dubendorf, Suíça.
Os resultados dos dois laboratórios concordam em que a época de fabrico dos livros metálicos remonta ao período romano e foram trabalhados na área do Mediterrâneo.
Uma peça de couro encontrada junto com os livros metálicos foi submetida aos testes de datação de carbono.
Estes apontaram uma idade de pouco menos de 2.000 anos. Desta maneira proviriam de uma época muito vizinha à pregação de Nosso Senhor Jesus Cristo.


Arrependida jovem relata como assassinaram a seu bebê após aborto fracassado nos EUA

Uma arrependida jovem negra na Florida relatou como empregados de uma clínica abortista nos Estados Unidos assassinaram a sua pequena bebê de 23 semanas depois do aborto fracassado ao que a submeteram. Depois de dá-la a luz, os trabalhadores puseram à pequena que nasceu viva em uma bolsa vermelha de detritos biológicos e a jogaram no lixo. Nunca explicaram a jovem antes do aborto, que o que foram abortar era uma menina.
Em uma entrevista exclusiva concedida a Daniel Soñé e publicada no Florida Catholic, Sycloria Williams, a jovem de 18 anos de idade a quem nunca lhe explicaram que a quem se abortava era a um bebê, contou a história que comocionou ao país nos últimos dias. Explicou que o juízo que iniciou é para demandar o assassinato de seu pequena nascida viva em 2006 na clínica A GYN, de Hialeah, Florida.
Ao princípio e em meio da confusão por estar grávida, Sycloria se dirigiu ao Miramar Woman Center Inc. aonde lhe disseram que o aborto custaria entre 400 e 1200 dólares pois o procedimento infanticida seria mais complicado. Logo, entrevistou-se com o Dr. Pierre Jean-Jacque Renelique em 19 de julho de 2006 quem lhe disse que “era um procedimento de dois dias, que tome as medicinas e volte no dia seguinte. Disse-o como se estivesse contando: um, dois, três”, relata.
Logo depois da entrevista, Williams tomou por indicação do médico, cytotec, um tipo de mysoprostol que serve para induzir o parto. Lhe pediu ir à clínica no dia seguinte onde lhe deram novamente este fármaco e lhe pediram esperar no automóvel ao que chegou acompanhada de seu noivo Shane. Ali, conta, sentiu-se cada vez pior.
Quando finalmente e por causa do fármaco, Sycloria deu a luz a bebê, assinala, “saltei da cadeira e virei a cara, olhando à parede” e pôde vê-la: “Não se movia muito. Procurava ar. Não chorava, só gemia, sons que produziam lástima somente”.
“Pensei que seria uma bolha, ou algo maior, não um bebê. Parecia um bebê de água, como esses bonecos que se enchem com água. Era muito pequena”, comenta logo.
De acordo a jovem, o dono da clínica abortista, Belkis Gonzalez, quem não tem licença de cuidados médicos, entrou no quarto onde estava, cortou o cordão umbilical, pôs a bebê que ainda se movia em uma bolsa vermelha de detritos biológicos e a jogou num cesto de lixo.
Logo, lembra Sycloria, pedia a ajuda  Deus. Os empregados da clínica só lhe deram motrin para a dor e o medico Renelique chegou uma hora depois do aborto. Deram-lhe uma pastilha para dormir e quando despertou, ainda em shock, enviaram-na a sua casa. No trajeto, quando a levava seu noivo Shane, lhe comentou: “não acredito que o bebê estivesse morto”.
Logo depois de vários dias, o corpo da bebê foi encontrado em um closet da clínica, que foi sepultado no cemitério Our Lady Queen of Heaven. Em novembro de 2008, a polícia de Hialeah confirmou que a bebê a quem lhe deram o nome de, Shanice Denise Osbourne, tinha nascido viva.
O pequeno ataúde foi escoltado pelo guarda de honra da polícia de Hialeah e pelos Cavaleiros de Colombo. “Quando se vê um pequeno ataúde branco como esse, não se pode deixar deixar passar a  realidade do que aconteceu com ela”, comenta Thomas L. Brejcha, Presidente e Chefe assessor da Thomas More Society, que representa a Sycloria Williams no  presente caso contra a clínica  abortista.
Sycloria, quem precisa que se sair grávida novamente terá ao bebê, relata que “nunca me disseram nada sobre o fato de que era uma bebê. Nunca disseram nada sobre um bebê, um feto. Nada. O único escutava era ‘término’ e ‘embaraço’, e término da gravidez. Enganaram-me porque não me disseram tudo e o doutor não estava ali”.
Em sua opinião, as mulheres que passam pelo trauma do aborto necessitam amor e apoio da familia. Às mulheres que desejam abortar aconselha “não fazê-lo. Diria-lhes o que seja para que o pensem bem e não o façam. Sim há ajuda lá fora”.
Este caso, explica o Florida Catholic, revelou a existência de uma rede de más práticas médicas relacionada ao aborto, pela que vários empregados da clínica A GYN viram revogadas suas licenças.

Vaticano: Morte de Osama Bin Laden deve propiciar reflexão para obter a paz


O Diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, disse que a morte do líder do grupo terrorista Al Qaeda, Osama Bin Laden, ocorrida no Paquistão, deve gerar nos cristãos uma reflexão no objetivo de alcançar a paz.
Ontem, domingo 1º , o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou desde a Casa Branca em Washington, que forças militares desse país ingressaram dias atrás à residência de Osama Bin Laden em Islamabad onde após um enfrentamento o líder do Al Qaeda foi morto.
Ante estes fatos o Pe. Lombardi emitiu hoje uma declaração em que assinala que “Osama Bin Laden, como sabemos todos, teve gravíssima responsabilidade de difundir divisão e ódio entre os povos e de instrumentalizar as religiões com esse fim”.
“Frente à morte de um homem, um cristão jamais se alegra, mas reflete sobre a grave responsabilidade de cada um diante de Deus e diante dos homens e espera e se compromete para que qualquer acontecimento não seja ocasião de um aumento posterior do ódio, mas da paz”, concluiu.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Papa João Paulo II saiu 115 vezes as escondidas


João Paulo II saiu às escondidas do Vaticano para esquiar em 115 ocasiões durante seus 27 anos de pontificado e visitou diversos pontos da Itália, revelou Claudio Paganini, conselheiro espiritual do Centro Esportivo Italiano.

A reportagem é da Agência Efe, 26-04-2011. A tradução é do Cepat.
Em entrevista para a Notimex, o sacerdote assegurou que não obstante fosse Papa, às terças-feiras escapava secretamente do Vaticano e ia esquiar em diversas estâncias dos Apeninos Centrais em Los Abruzzos, nos Dardamelos ou nos Alpes.
A paixão pelo esqui do futuro beato foi confirmada por um de seus colaboradores mais próximos, Joaquín  Navarro Valls, histórico porta-voz e diretor da sala de imprensa vaticana.
“Agora se pode dizer: às vezes, nas terças-feiras, que continua sendo o único dia da semana no qual o Papa não recebe pessoas e que é usado para escrever e ler documentos, se saía e com um carro se ia esquiar por três ou quatro horas”, disse em entrevista ao canal de televisão Rai 1.
“Em silêncio se saía e se atravessava Roma. Imagina, às seis da tarde como é o tráfico romano. Minha insegurança: seguramente alguém descobre o Papa neste carro. Era um carro anônimo, sem a identificação do Vaticano, mas nunca ninguém o reconheceu”, disse.
O amor de João Paulo II pela neve e pela montanha ficou gravado no centro de esqui Campo Felice, na região italiana de Los Abruzzos, a cerca de 200 quilômetros a leste de Roma, onde atualmente uma pista leva seu nome.
Segundo Paganini, o Karol Wojtyla deixou claro que não se pode eliminar a fé e a cultura do esporte, nem deixar a espiritualidade de lado na hora dos esportes.
Recordou que desde a sua juventude caminhava, andava de bicicleta, jogava vôlei e praticava caiaque, mas gostava muito de esquiar.
“Um homem que sabe viver como João Paulo II a fé, os valores e o esporte faz compreender que o esporte é um ingrediente importante para a formação. O homem de hoje se realiza quando une a atividade física à oração, ao estudo e à cultura”, indicou.
“Não surpreende que um Papa tenha tempo para fazer isto, pensamos que quem produz e ganha dinheiro é importante, absolutamente não. Wojtyla nos ensinou que ter tempo para si mesmo, para praticar esporte, é fundamental para a santidade”, considerou.
Para Claudio Paganini, atualmente o esporte deve aprender que um código de ética não tem muito sentido, que é necessário formar a pessoa globalmente porque um homem bem formado vive o esporte corretamente, mas se carece de valores não pode ser honesto.
Como homenagem ao “Papa peregrino”, o Centro Esportivo Italiano decidiu nomeá-lo “capitão” da edição 2011 da Clericus Cup, a “Copa do Mundo” de futebol exclusiva para seminaristas e sacerdotes, organizada por essa associação com o aval do Vaticano.
Também em entrevista, Kevin Lixey, responsável pelo Escritório Igreja e Esportesda Sé Apostólica, disse que João Paulo II será um beato esportista.
“O mesmo foi um grande esportista, um beato pode fazer esportes, ele mesmo beatificou Pier Giorgio Frassati que escalava montanhas, esquiava; isto é importante para que os jovens saibam que também o tempo livre pode ser um espaço de santidade”, apontou.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ INSTRUÇÃO DIGNITAS PERSONAE SOBRE ALGUMAS QUESTÕES DE BIOÉTICA



INTRODUÇÃO

1. A todo o ser humano, desde a concepção até à morte natural, deve reconhecer-se a dignidade de pessoa. Este princípio fundamental, que exprime um grande «sim» à vida humana, deve ser colocado no centro da reflexão ética sobre a investigação biomédica, que tem uma importância cada vez maior no mundo de hoje. O Magistério da Igreja já interveio outras vezes para esclarecer e resolver os problemas morais relativos a essa matéria. De particular relevância foi a InstruçãoDonum vitae[1]. Vinte anos depois da sua publicação, achou-se oportuno proceder a uma actualização desse documento.
O ensinamento da referida Instrução conserva intacto o seu valor, tanto nos princípios enunciados como nas avaliações morais expressas. Todavia, as novas tecnologias biomédicas, introduzidas neste delicado âmbito da vida do ser humano e da família, provocam ulteriores interrogações, em particular no sector da investigação sobre os embriões humanos e do uso das células estaminais para fins terapêuticos, bem como noutros âmbitos da medicina experimental, levantando assim novas perguntas que pedem outras tantas respostas. A rapidez dos progressos feitos no âmbito científico e a sua amplificação através dos meios de comunicação social criam expectativas e perplexidades em sectores cada vez mais vastos da opinião pública. A fim de regulamentar juridicamente esses problemas, as Assembleias Legislativas são muitas vezes chamadas a tomar decisões, recorrendo por vezes também à consulta popular.
Estas razões levaram a Congregação para a Doutrina da Fé a elaborar uma nova Instrução de natureza doutrinal, que enfrenta algumas problemáticas recentes à luz dos critérios enunciados na Instrução Donum vitae e reexamina outros temas já tratados, mas que se considera merecerem ulteriores esclarecimentos.
2. Ao fazer este exame, procura-se ter sempre presentes os aspectos científicos, servindo-se, na análise, da Pontifícia Academia para a Vida e de um grande número de peritos, para os confrontar com os princípios da antropologia cristã. As encíclicas Veritatis Splendor [2] e Evangelium vitae[3] de João Paulo II e outras intervenções do Magistério oferecem claras indicações de método e de conteúdo em ordem ao exame dos problemas em questão.
No variegado panorama filosófico e científico actual, é possível constatar uma ampla e qualificada presença de cientistas e filósofos que, no espírito do juramento de Hipócrates, concebem a ciência médica como um serviço à fragilidade do homem para a cura das doenças, o alívio do sofrimento, e para alargar com equidade a toda a humanidade a necessária assistência. Não faltam, porém, representantes da filosofia e da ciência que encaram o crescente progresso das tecnologias biomédicas numa perspectiva substancialmente eugenética.
3. A Igreja Católica, ao propor princípios e avaliações morais para a investigação biomédica sobre a vida humana, recorre à luz da razão e da fé, contribuindo para a elaboração de uma visão integral do homem e da sua vocação, capaz de acolher tudo o que de bom emerge das obras dos homens e das várias tradições culturais e religiosas, que não raras vezes mostram uma grande reverência pela vida.
O Magistério pretende dar uma palavra de encorajamento e de confiança em favor de uma perspectiva cultural que vê a ciência como precioso serviço ao bem integral da vida e da dignidade de cada ser humano. A Igreja, portanto, olha com esperança para a investigação científica, esperando que muitos cristãos se dediquem ao progresso da biomedicina e testemunhem a própria fé nesse âmbito. Espera igualmente que os resultados dessa investigação sejam postos à disposição também das áreas pobres e atingidas por doenças, de modo a enfrentaras necessidades mais urgentes e dramáticas do ponto de vista humanitário. Por fim, a Igreja pretende estar presente ao lado de cada pessoa que sofre no corpo e no espírito, para lhe dar não só um conforto, mas a luz e a esperança. Estas dão sentido também aos momentos da doença e à experiência da morte, que pertencem efectivamente à vida do homem e marcam a sua história, abrindo-a ao mistério da Ressurreição. O olhar da Igreja está, de facto, repleto de confiança, porque «a vida vencerá: esta é para nós uma esperança segura. Sim, a vida vencerá, porque do lado da vida estão a verdade, o bem, a alegria e o verdadeiro progresso. Do lado da vida está Deus, que ama a vida e a doa em abundância»[4].
A presente Instrução dirige-se aos fiéis e a todos os que procuram a verdade[5]. Consta de três partes: a primeira recorda alguns aspectos antropológicos, teológicos e éticos de importância capital; a segunda enfrenta novos problemas em matéria de procriação; a terceira examina algumas novas propostas terapêuticas que comportam a manipulação do embrião ou do património genético humano.