sábado, 19 de fevereiro de 2011

O QUE É SER SANTO




QUERO PASSAR MEU CÉU FAZENDO O BEM SOBRE A TERRA
O QUE É SER SANTO?


Escreve São Pedro Apóstolo: “Como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos também santos em todo o vosso comportamento, porque está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pd 1, 15. 16).

Santo Agostinho de Hipona na homilia para a festa de todos os santos, assim declarou: “Se eles e elas chegaram a ser santos, porque não posso eu também?”.
Santa Teresinha do Menino Jesus desde menina sonhava “em ser santa e uma grande santa”, e o foi.

Realmente, Santa Teresinha é de fato e de verdade uma grande santa, conhecida no mundo inteiro. Ela é queridíssima e sapientíssima Doutora da Igreja, padroeira das missões, dos floristas e aviadores.

Deixou-nos o seu testamento espiritual no livro autobiográfico: História de uma alma. Este é um dos livros mais lido depois da Bíblia Sagrada.
Ela disse: “Quero passar meu céu fazendo o bem sobre a terra”.

A primeira santa da Índia, santa Alfonsa da Imaculada Conceição dizia desde criança: “Quero ser santa como santa Teresinha do Menino Jesus”.
Santa Alfonsa foi canonizada no dia 12 de outubro de 2008, pelo Papa Bento XVI, na Praça de São Pedro, no Vaticano.
Seu lema era: “Consumir-se como uma vela para iluminar os outros”.

 
                     AFINAL O QUE É SER SANTO?
 
.É aquele que ama a Deus, a si mesmo e ao próximo (Mt 22, 37-39).
 
.É aquele que guarda os mandamentos do bom Deus (Mt 19, 17).
 
.É aquele que tem a alma lavada no sangue de Jesus Cristo (2 Cor 7, 1; 1 Jo 1, 7. 9).
 
.É aquele que vive separado das coisas mundanas e vive unido pela graça para o serviço do Reino de Deus (Lc 9, 57-62; 1 Jo 2, 15-17).
 
A santidade está na dimensão do amor. Deus é amor. Grandes companheiros da santidade: o amor, a fé, a esperança, a verdade, o perdão e a graça.
No amor, tudo é dinâmico na novidade do Espírito Santo e tudo é novo para o progresso da santidade. As coisas velhas, as trevas e o passado de morte, ficaram apagados para sempre.
Caminhamos na luz de Cristo para cidade da luz eterna (Ap 22, 5). Desde o nosso batismo brilha a nossa veste branca, a nossa vela e a nossa vida. Pelo batismo e em Cristo nós somos santificados (Rm 6, 1-4; 1 Cor 1, 2).

São Maximiliano Kolbe afirmou: “O santo vai sempre para frente, sem ligar para o próprio estado de saúde ou a idade; pelo contrário, as doenças e as aflições se tornam para ele uma escada para uma maior perfeição; no seu fogo ele se purifica como o ouro”.

Ser santo é viver a fortaleza do corpo, da alma e do espírito no alimento do Pão Eucarístico.
Ser Santo é amar o Cristo, A Igreja, o Céu, o pecador e o diferente.
Não pode haver maior desejo no coração do cristão do que o de ser santo.
O método mais eficaz para evangelização e a resposta radical para o mundo em franca decadência é a nossa santificação.

A santidade é a maior pregação e o maior testemunho da vida cristã. Não existe refutação para essas duas práticas.
Ser santo é ser feliz. A meta do santo é contemplar para sempre a face do bom Deus.

Sabemos que o século XXI, será o século abissal dos eremitas, dos místicos e dos santos. O meu desejo é que esse artigo faça com que o amado leitor esteja dentro desse maravilhoso contexto.
 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA FAMILIARIS CONSORTIO


O discernimento evangélico 

5.  O discernimento realizado pela Igreja torna-se oferta para orientação que salvaguarde e realize a inteira verdade e a plena dignidade do matrimónio e da família.
Este discernimento atinge-se pelo sentido da fé(10), dom que o Espírito Santo concede a todos os fiéis, e é, portanto, obra de toda a Igreja(11), segundo a diversidade dos vários dons e carismas que, ao mesmo tempo e segundo a responsabilidade própria de cada um, cooperam para uma mais profunda compreensão e actuação da Palavra de Deus. A Igreja, portanto, não realiza o discernimento evangélico próprio só por meio dos pastores, os quais ensinam em nome e com o poder de Cristo, mas também por meio dos leigos: Cristo «constituiu-os testemunhas, e concedeu-lhes o sentido da fé e o dom da palavra (cfr. Act. 2, 17-18; Apoc. 19, 10) a fim de que a força do Evangelho resplandeça na vida quotidiana, familiar e social»(12). Os leigos, em razão da sua vocação particular, têm o dever específico de interpretar à luz de Cristo a história deste mundo, enquanto são chamados a iluminar e dirigir as realidades temporais segundo o desígnio de Deus Criador e Redentor.
O «sentido sobrenatural da fé» (13) não consiste, porém, somente ou necessariamente no consenso dos fiéis. A Igreja, seguindo a Cristo, procura a verdade, que nem sempre coincide com a opinião da maioria. Escuta a consciência e não o poder e nisto defende os pobres e desprezados. A Igreja pode apreciar também a investigação sociológica e estatística quando se revelar útil para a compreensão do contexto histórico no qual a acção pastoral deve desenrolar-se e para conhecer melhor a verdade; tal investigação, porém, não pode ser julgada por si só como expressão do sentido da fé.
Porque é dever do ministério apostólico assegurar a permanência da Igreja na verdade de Cristo e introduzi-la sempre mais profundamente, os Pastores devem promover o sentido da fé em todos os fiéis, avaliar e julgar com autoridade a genuinidade das suas expressões, educar os crentes para um discernimento evangélico sempre mais amadurecido(14).
Para a elaboração de um autêntico discernimento evangélico nas várias situações e culturas em que o homem e a mulher vivem o seu matrimónio e a sua vida familiar, os esposos e os pais cristãos podem e devem oferecer um seu próprio e insubstituível contributo. A esta tarefa habilita-os o carisma ou dom próprio, o dom do sacramento do matrimónio(15).

 A situação da família no mundo de hoje

6.A situação em que se encontra a família apresenta aspectos positivos e aspectos negativos: sinal, naqueles, da salvação de Cristo operante no mundo; sinal, nestes, da recusa que o homem faz ao amor de Deus.
Por um lado, de facto, existe uma consciência mais viva da liberdade pessoal e uma maior atenção à qualidade das relações interpessoais no matrimónio, à promoção da dignidade da mulher, à procriação responsável, à educação dos filhos; há, além disso, a consciência da necessidade de que se desenvolvam relações entre as famílias por uma ajuda recíproca espiritual e material, a descoberta de novo da missão eclesial própria da família e da sua responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa. Por outro lado, contudo, não faltam sinais de degradação preocupante de alguns valores fundamentais: uma errada concepção teórica e prática da independência dos cônjuges entre si; as graves ambiguidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos; as dificuldades concretas, que a família muitas vezes experimenta na transmissão dos valores; o número crescente dos divórcios; a praga do aborto; o recurso cada vez mais frequente à esterilização; a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva.
Na raiz destes fenómenos negativos está muitas vezes uma corrupção da ideia e da experiência de liberdade concebida não como capacidade de realizar a verdade do projecto de Deus sobre o matrimónio e a família, mas como força autónoma de afirmação, não raramente contra os outros, para o próprio bem-estar egoístico.
Merece também a nossa atenção o facto de que, nos países do assim chamado Terceiro Mundo, faltem muitas vezes às famílias quer os meios fundamentais para a sobrevivência, como o alimento, o trabalho, a habitação, os medicamentos, quer as mais elementares liberdades. Nos países mais ricos, pelo contrário, o bem-estar excessivo e a mentalidade consumística, paradoxalmente unida a uma certa angústia e incerteza sobre o futuro, roubam aos esposos a generosidade e a coragem de suscitarem novas vidas humanas: assim a vida é muitas vezes entendida não como uma bênção, mas como um perigo de que é preciso defender-se.
A situação histórica em que vive a família apresenta-se, portanto, como um conjunto de luzes e sombras.
Isto revela que a história não é simplesmente um progresso necessário para o melhor, mas antes um acontecimento de liberdade, e ainda um combate entre liberdades que se opõem entre si; segundo a conhecida expressão de Santo Agostinho, um conflito entre dois amores: o amor de Deus impelido até ao desprezo de si, e o amor de si impelido até ao desprezo de Deus(16).
Segue-se que só a educação para o amor, radicada na fé, pode levar a adquirir a capacidade de interpretar «os sinais dos tempos», que são a expressão histórica deste duplo amor.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Seja-te a cruz um gozo, mesmo em tempo de perseguição



Das Catequeses de São Cirilo, bispo de Jerusalém
(Cat. 13,1.3.6.23:PG33,771-774.779.802)          (Séc.IV)
Toda ação de Cristo é glória da Igreja católica. Contudo, a glória das glórias é a cruz.
Paulo, muito bem instruído, disse: Longe de mim gloriar-me a não ser na cruz de Cristo.
Foi uma coisa digna de admiração que ele tenha recuperado a vista àquele cego de
nascença em Siloé. Mas o que é isto em vista dos cegos do mundo inteiro? Foi
estupendo e acima das forças da natureza ressuscitar Lázaro após quatro dias de morto.
Mas a um só foi dada essa graça; e os outros todos, em toda a terra, mortos pelo pecado?
Foi maravilhoso alimentar com cinco pães, qual fonte, a cinco mil homens. Mas e
aqueles que em toda a parte sofrem a fome da ignorância? Foi magnífico libertar a
mulher ligada há dezoito anos por Satanás; mas que é isto se considerarmos a todos nós,
presos pelas cadeias de nossos pecados?
Pois bem; a glória da cruz encheu de luz os que estavam cegos pela ignorância, libertou
os cativos do pecado, remiu o universo inteiro.
Não nos envergonhemos da cruz do Salvador. Muito pelo contrário, dela tiremos glória.
Pois a palavra da cruz é escândalo para os judeus e loucura para os gentios, para nós, no
entanto, é salvação. Para aqueles que se perdem é loucura; para nós, que fomos salvos, é
força de Deus. Não era um simples homem quem por nós morria; era o Filho de Deus
feito homem.
Outrora o cordeiro, morto segundo a instituição mosaica, afastava para longe o
devastador. Porém, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, não poderá muito
mais libertar dos pecados? O sangue de um cordeiro irracional manifestava a salvação.
Sendo assim, não trará muito maior salvação o sangue do Unigênito?
O Cordeiro não entregou a vida coagido, nem foi imolado à força, mas por sua plena
vontade. Ouve o que ele disse: Tenho o poder de entregar minha vida; e tenho o poder
de retomá-la. Chegou, portanto, com toda a liberdade à paixão, alegre com a excelente
obra, jubiloso pela coroa, felicitando-se com a salvação do homem. Não se envergonhou
da cruz pois trazia a salvação para o mundo. Não era um homem qualquer aquele que
padecia, era o Deus encarnado a combater pelo prêmio da obediência.
Por conseguinte, não te seja a cruz um gozo apenas em tempo de paz. Também em
tempo de perseguição guarda a mesma fidelidade, não aconteça seres tu amigo de Jesus
durante a paz e inimigo durante a guerra. Agora recebes a remissão dos pecados e és
enriquecido com os generosos dons espirituais de teu rei. Rebentando a guerra, luta por
ele valorosamente.
Jesus foi crucificado em teu favor, ele não tinha pecado. Tu, por tua vez, não te deixarás
crucificar por aquele que em teu benefício foi pregado na cruz? Não estarás fazendo
nenhum favor porque primeiro recebeste. Entretanto, mostras tua gratidão pagando a
dívida a quem por ti foi crucificado no Gólgota.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011


A Imaculada Conceição



                                              


Reza o dogma católico que a Bem-aventurada Virgem Maria, desde o primeiro instante de sua conceição, foi preservada da nódoa do pecado original, por privilégio único de Deus e aplicação dos merecimentos de seu divino Filho.
 O dogma abrange dois pontos importantes:
 a) O primeiro é ter sido a Santíssima Virgem preservada da mancha original desde o princípio de sua conceição. Deus abrogou para ela a lei de propagação do pecado original na raça de Adão; ou por outra, Maria foi cumulada, ainda no começo da vida, com os dons da graça santificante.
 b) No segundo, vê-se que tal privilégio não era devido por direito. Foi concedido na previsão dos merecimentos de Jesus Cristo. O que valeu a Maria este favor peculiar foram os benefícios da Redenção, na previsão dos méritos de Jesus Cristo, que já existiam nos eternos desígnios de Deus.
Como se dá a transmissão do Pecado Original
 Primeiramente, é necessário esclarecer em que consiste a transmissão do "Pecado Original". A lei geral: "Todos os homens pecaram num só" é o grande argumento dos protestantes contra a "Imaculada Conceição". Tal lei é certa e, segundo vamos demonstrar, não encontra a mínima contradição com o dogma católico.
 S. Francisco de Sales, no seu "Tratado do amor de Deus", exprime essa verdade de um modo singelo e glorioso! "A torrente da iniqüidade original veio lançar as suas ondas impuras sobre a conceição da Virgem Sagrada, com a mesma impetuosidade que sobre a dos demais filhos de Adão; mas chegando ali, as vagas do pecado não passaram além, mas se detiveram, como outrora o Jordão no tempo de Josué, aqui respeitando a arca da aliança a torrente parou; lá em atenção ao Tabernáculo da verdadeira aliança, que é a Virgem Maria, o pecado original se deteve."
 Os protestantes deveriam compreender a diferença essencial que há entre "pecar em Adão" e "pecar pessoalmente", como são coisas bem distintas pertencer a uma raça pecadora e ser pecador.
 De que modo, afinal, contraímos nós o pecado original?
 Tal transmissão não se pode fazer pela "criação" da alma; afirmar isso seria dizer que Deus é o autor do pecado, o que é impossível e repugna. Não se transmite tão pouco pelos pais, pois a alma dos filhos não se origina das almas dos pais, mas é criada por Deus. A transmissão se efetua pela "geração".
 A alma é criada por Deus no estado de inocência perfeita, mas contrai a "mácula", unindo-se a um corpo formado de um gérmen corrompido, do mesmo modo que ela sofreria, se fosse unida a um corpo ferido. É a opinião de Santo Tomás.
 Santo Agostinho diz a propósito: "Apesar de nascerem de pais batizados, os filhos vêm à luz com o pecado original, como do trigo inutilizado germina uma espiga, em que o grão é misturado com a palha."
 Nesse mistério do nascimento de uma criança, pelo exposto, opera-se uma dupla conceição: a da alma e a do corpo. Foi nesse momento quase imperceptível que Deus preservou do pecado original a "pessoa" de Maria Santíssima. Criou sua alma, como criou as nossas. Os progenitores de Nossa Senhora formaram-lhe o corpo, como nossos pais formaram o nosso. Até aqui tudo é natural; o milagre da preservação limita-se ao instante em que o Criador uniu a alma ao corpo.
 Desta união devia resultar a "transmissão do pecado". Deus fez parar o curso desta transmissão, de modo que nela a união se operou, como se tinha realizado na pessoa de Adão, quando Deus, depois de ter feito o corpo do primeiro homem, soprou nele o espírito, constituindo-o na perfeição da inocência e justiça original.
 Maria é uma segunda Eva... mas Eva antes de sua queda! Tal é a sublime doutrina da Igreja de Cristo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

QUEM É ESSA QUE SE ELEVA COMO A AURORA?


A DEVOÇÃO PARA COM A IMACULADA CONCEIÇÃO


“Quae est Ista?, Pergunta a Sagrada Escritura, “Quem é Essa que se eleva como a aurora, bela como a lua, resplandecente como o sol, temível como batalhões?” (Cântico dos cânticos, 6,10), “Quem é Essa que sobe do deserto, apoiada no bem-amado?” (id. 8,5). Sim, Nossa Senhora é um mistério, o mistério de uma criatura que se tornou Mãe de Deus, mistério de beleza da obra-prima do Criador, mistério da Co-redentora que participou como nenhuma criatura na Obra da Redenção.
Em Lourdes, Maria disse: “Sou a Imaculada Conceição”, em vez de: “Fui concebida sem pecado” ou “Sou a que foi concebida sem pecado”. Maria ultrapassa o que a nossa inteligência pode atingir, participando, segundo a interpretação de S. Maximiliano Kolbe, na geração eterna do Verbo, de quem Ela é a Mãe... A Santa Igreja, aliás, na epístola das festas de Nossa Senhora, aplica a Ela as palavras da sabedoria eterna que diz: “Desde a eternidade fui constituída(...) ainda não havia os abismos, e eu já estava concebida”.
Devemos ter de Nossa Senhora, com o olhar da fé, a idéia mais alta possível. São Bernardo dizia: “De Maria nunquam satis!”, “Sobre Maria, nunca se pode dizer que pensemos, falamos e amamos o suficiente”. Até os Anjos de Deus podem aprender de Maria como se ama a Deus.
“Quem ama, imita”. Esta regra, ilustrada pelo livro “A imitação de Cristo” também se aplica com a Virgem Maria. Portanto, quem quer venerar a Imaculada Conceição procurará imitar a sua pureza: Pureza da inteligência com uma grande amor pela verdade, pureza do coração com o desapego dos bens deste mundo, infinitamente inferiores a Deus, pureza no corpo afastando-se de toda impureza. Neste pobre mundo atual que, paradoxalmente, se orgulha de ter chegado a um alto nível tecnológico e onde tantos vivem como animais, a pureza, “labelle vertu”, “a bela virtude” resplandece com mais brilho ainda e é, por isso mesmo, particularmente apostólica. A oração perseverante, a prudência nas relações com o mundo e o afastamento das ocasiões de pecado são as condições necessárias para manter a santa pureza nas nossas almas.
Uma outra maneira de prestar um culto à Imaculada Conceição consiste em levar sobre si e difundir a Medalha Milagrosa que Nossa Senhora das Graças nos ofereceu na Rua du Bac, em Paris, em 1830. Sobre esta Medalha que deu origem a tantos milagres e sinais de proteção se pode ler com efeito: “O Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.
Também, quem quer ser devoto da Imaculada Conceição preparar-se-á com fervor à Festa da Imaculada, no Dia 8 de dezembro, especialmente pela novena que sempre a Igreja recomendou.
Enfim, o católico esforçar-se-á para cumprir a devoção dos 5 primeiros sábados. Qual é a relação que existe entre esta devoção e a Imaculada Conceição? Lembremos em que consiste esta devoção que Nossa Senhora Ela própria revelou a Irmã Lúcia, em Pontevedra, no dia 10 de dezembro de 1925: “Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, procura consolar-me e dia que prometo assistir na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação, a todos os que, no primeiro sábado de cinco meses seguidos, se confessarem, receberem a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e me fizerem companhia durante quinze minutos, meditando nos quinze mistérios do Rosário com o fim de me desagravar”. São cinco os primeiros sábados por, segundo revelou Jesus, serem cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria. Ora, as primeiras espécies de ofensas, disse Nosso Senhor, são as blasfêmias contra a Imaculada Conceição.
Portanto, quem pratica a devoção dos primeiros sábados, também repara os pecados cometidos contra a Imaculada Conceição.
Infelizmente, a nossa época apóstata se caracteriza por vários tipos de ofensas contra Nossa Senhora. Uma das mais recentes é uma cerimônia de hindus dentro do santuário de Fátima, no dia 5 de maio de 2004, “shivá” (que é simplesmente um demônio) adorada no lugar das aparições da Virgem Maria!
Eis umas fotos deste escândalo; segundo o direito canônico, a capelinha de Fátima deverá ser consagrada de novo, por causa desta profanação: um sacerdote hindu no altar de Nossa Senhora!
Invocação a um demônio, neste lugar sagrado!
E por que sacrilégios assim acontecem? Porque é mais fácil deixar idólatras como pagãos hinduístas rezarem para seus deuses fictícios na Capela das Aparições do que explicar-lhes que isto não é razoável, pois ofende à Mãe do verdadeiro Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Também ofende a Nossa Senhora, por ex., o jornal de uma diocese e de um Santuário dedicado à Virgem, dedicar um enfático artigo a um pastor luterano, inclusive chamando-o de“homem de fé e esforçado no testemunho do evangelho”.Pessoalmente ninguém tem nada contra a pessoa deste pastor, mas é objetivamente inadmissível, se definir um ministro protestante que nega, entre outras coisas, os dogmas da Presença Real de Jesus na Santa Eucaristia, a Virgindade perpétua, a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, etc... como sendo um “homem de fé”!!! Hoje há um medo enorme de usar a palavra hereje, mas negar estes dogmas é realmente uma heresia, e quem o faz é hereje, mesmo. Sua crença ofende a Nossa Senhora e o seu testemunho do evangelho não é autêntico, mas enganador; temos que rezar pela sua conversão como a Igreja católica sempre fez em relação aos protestantes e com todos os seguidores de falsas religiões e não mostrá-lo como um exemplo!

Doce Coração de Maria, sede a nossa salvação!
Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós!
                                             

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

PORQUE VAMOS AO PURGATÓRIO


 "Homens da Galiléia, porque ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que vos acaba de ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu. (At 1,11) " 




A NOSSA IMPERFEIÇÃO

 Não conseguimos confessar TODOS os nossos pecados e quando confessamos, muitas vezes não o fazemos direito, com o coração profundamente contrito como deveríamos e com o firme propósito de não mais cometê-lo (como está escrito no Salmo 50 Miserere).
E ainda se assim o fazemos, não conseguimos ser perfeitos na hora de fazermos nossa penitência. Segundo um sacerdote conhecido, a penitencia imposta pelo sacerdote após a absolvição é suficiente para apagar todas as PENAS dos pecados confessados. O problema é que não fazemos a penitência como deveríamos, com coração contrito, com real desejo de reparar o pecado cometido e o firme propósito de não mais cometê-lo, comodizemosa ao rezar o Ato de Contrição

Segundo Pe. Dolindo Ruotolo (Livro: O purgatório - A última das misericórdias de Deus - Editora Logos)

Não é Deus quem manda as almas para o purgatório, e sim que as próprias almas por si só vão para lá.
Logo após a morte temos nosso julgamento individual. "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo..."(Hb 9,27)

Neste versículo ainda podemos comprovar que o homem só morre uma vez, então não pode voltar para pagar seus pecados e morrer novamente. Logo após a morte já somos julgados. Somos iluminados pela Verdade Eterna e assim nos vemos como realmente somos.
Diante do esplendor maravilhoso de Deus e Sua Perfeição, a alma não consegue chegar perto Dele, nem com uma pequenina manchinha. Ela prefere estar complemente limpa de toda a mancha do pecado diante da Majestade Infinita de Deus.

O que são penas?


Quando pecamos, ofendemos à Deus e nos afastamos Dele. Transgredimos suas leis de amor e salvação. Então vem a culpa. A partir do momento que confessamos com o sacerdote, nossos pecados são perdoados, conforme Jesus mesmo diz : "Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".(Jo 20,23)
Mas apesar de sermos perdoados, é preciso reparar, consertar o nosso erro. O pecado foi perdoado, mas as conseqüências (penas) precisam ser reparadas.

Existe uma historinha contada por um sacerdote que exemplifica bem esta situação:
Uma pessoa (pecador) passando pela rua irritado com a vida, joga uma pedra na janela de uma casa( comete um pecado) e quebra a janela. Algum tempo depois ele percebe o que fez e vai falar com o dono da casa(DEUS PAI), pois sentiu o remorso e reconheceu o erro humilhando-se diz ao dono da casa: Olha, fui eu quem quebrou a janela quero pedir-lhe perdão (confissão). O dono da casa, por sua vez, diz: Eu te perdôo, Mas quem vai consertar a janela? (a reparação).

Vejam, o pecado foi perdoado, mas mesmo assim temos que "consertar a janela", temos que reparar o nosso erro para que as penas sejam apagadas.
Se eu não conserto a "janela", ela continua quebrada e a conseqüência do meu pecado continua existindo.

Logo após a Confissão, temos a penitência imposta pelo sacerdote (1 Ave-maria, 1 terço, 5 Pai Nosso, doar uma cesta básica para uma família necessitada, etc.) .

Como nos alertou aquele sacerdote amigo, muitas vezes não conseguimos apagar todas as nossas penas por não fazer a penitência corretamente e por desperdiçarmos os infinitos tesouros que nossa querida Mãe Igreja nos concede. - AS INDULGÊNCIAS.

Quanto mais boas obras praticarmos, mais apagaremos nossas penas. E disso depende do nosso coração na hora que estamos praticando as boas obras ou rezando. Destas a caridade é a que mais apaga as penas, pois a caridade é o amor que demonstramos a Deus e a nossos irmãos. Nosso Pai que está no Céu, é o Próprio AMOR e só nos pede AMOR.

Como diz o Apóstolo São Paulo: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade (amor), estes três; mas o maior destes é a caridade (amor)." (ICor13,13)


E ainda São Pedro nos diz:
" Mas já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede prudentes e vigiai em oração;
Antes de tudo, mantende entre vós uma ARDENTE CARIDADE, PORQUE A CARIDADE COBRE UMA MULTIDÃO DE PECADOS" (I Pd 4,7-8)

Apagar as penas, seria satisfazer por completo a DIVINA JUSTIÇA de DEUS pelos dos pecados já confessados, não teremos que responder mais por eles no momento do julgamento.


AS INDULGÊNCIAS.

São os tesouros que juntamos no céu. Mateus 6:19 " Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças e nem a ferrugem, e os ladrões não furam nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, lá também está o teu coração"
Nossa Igreja Católica é repleta de graças. Ela nos consede muitas indulgências os tesouros que Jesus nos fala e esses tesouros nem a traça come, nem o ladrão rouba.

Como Jesus disse no Evangelho " Na casa de meu Pai há muitas moradas", " Vou para Junto do Pai vos preparar um lugar". Cada um de nós temos um lugar no céu nos esperando e não podemos deixá-lo vazio. O Pai nos espera para estarmos em pertinho Dele.


Vejam o que nos fala o Manual da indulgência, da CNBB: 


1. Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos.

2. A Indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados.

3. Ninguém pode lucrar indulgências a favor de outras pessoas vivas.

4. Qualquer fiel pode lucrar indulgências parciais e plenárias para si mesmo ou aplicá-las aos defuntos como sufrágio.

Estes são alguns pontos sobre as normas das indulgências. Sugerimos que todos tenham em casa o Manual das Indulgências da CNBB. Você encontrará toda a explicação necessária. E ainda, orações indulgenciadas e como conseguir as indulgências.


Como vimos no item 4, as indulgências não ajudam somente ? nós, mas podemos ajudar e muito as almas do purgatório.


Alguns exemplos:

Concede-se Indulgência plenária ao fiel que rezar piedosamente a Via-Sacra.

Se fizer adoração ao Santíssimo Sacramento por meia hora (no mínimo)

Rezar a poderosa oração do Santo Rosário em família ou na Igreja.

Fazer a Leitura da Bíblia e meditar por no meia hora (mínimo)


Mas para ganharrmos estas indulgências, temos que:


Estarmos Confessados;


Ter o desejo no coração de ganhar as indulgências;

Participar da Santa Missa e receber a Sagrada Comunhão;

E rezar pelo Santo Padre o Papa João Paulo II e por suas intenções.


Existem muitas outras formas de conseguirmos juntar este tesouro.
Leia o Manual das indulgências da CNBB, você poderá encontra-lo em qualquer livraria católica.

SÃO RICARDO, REI E CONFESSOR (+ Luca, Itália, 722)


                                                                    




Este monarca inglês teve um reinado curto, mas cheio de bons exemplos de governo sábio e prudente. Sua principal preocupação era ministrar a justiça, tendo um do especial para apaziguar contendas e harmonizar interesses conflitantes.
Abdicou da coroa e partiu para a Terra Santa, com o desejo de se tornar monge, mas faleceu durante a viagem, na Itália.
Foi pai de três príncipes que também receberam as honras dos altares: São Vinebaldo, São Vilibaldo e Santa Valberga.

No século V, a rainha da Inglaterra meridional era Sexburga, que mais tarde se tornou abadessa e uma santa da Igreja Católica. Ela teve três filhos e duas filhas, estas, a seu exemplo, fundaram mosteiros dedicando-se aos pobres e a Cristo. Também o caçula Winfrido, ou Bonifácio, deixou a vida da corte para ser monge beneditino, hoje venerado como o grande "Apóstolo da Alemanha".

O primogênito Egberto I, assumiu o trono no ano de 664, mas após onze anos morreu, deixando o sucessor ainda muito pequeno. Foi assim que, o filho do meio, Hlother ou Ricardo I, se tornou rei da Inglaterra e guardião da coroa do sobrinho. Em 685, empossou o jovem rei Eadric I, que era o legítimo herdeiro da casa real dos Kents.

Ricardo deixou o palácio com os filhos Vilibaldo, Vunibaldo e Valburga, indo morar no mosteiro de Waltham, onde viveram sob as regras dos beneditinos. A partir daí os dados de suas vidas são descritos pelos registros da Santa Sé.

No ano de 720, conforme uma narração de um monge alemão, Ricardo e os dois filhos, então já monges, saíram da Inglaterra meridional, para empreenderem uma peregrinação de penitência e devoção. A filha Valburga ficou no mosteiro, onde seguia a vida de religiosa. A meta, como sempre, era Roma, onde pretendiam venerar as relíquias dos apóstolos Pedro e Paulo. De lá queriam ir até a Terra Santa.

Atravessaram toda a França, mas quando chegaram na cidade de Luca, a viagem teve de ser interrompida porque Ricardo ficou doente e acabou falecendo.
Foi sepultado na igreja de são Frediano em 722.

Os milagres foram acontecendo em seu túmulo e o local se tornou uma rota de devoção para os cristãos, que o chamavam de "rei, santo". Só Vilibaldo pôde completar o programa, porque Vunibaldo ficou estudando em Roma até 739. Depois os dois foram recrutados pelo tio Bonifácio, que acabara de ser elevado à condição de bispo, para a missão evangelizadora dos povos germânicos. Por fim, à eles se juntou a irmã Valburga, também a pedido do tio.

Sobre Ricardo, lemos no Martirológio Romano: "Em Luca, na Toscana, a deposição de são Ricardo, rei da Inglaterra e pai de são Vilibaldo, bispo de Eichstat, de são Vunibaldo abade de Heidenheim e da santa Valburga, abadessa virgem." Seu culto se propagou graças as colaborações eficazes na obra de evangelização dos seus filhos e do irmão.