segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Bento XVI fala do seu «ministério difícil» e indica a Cruz como lugar autentico deste ministério.

Neste Domingo, Bento XVI presidiu à Missa na Basílica de São Pedro, na solenidade de Cristo-Rei do Universo, durante a qual entregou o anel cardinalício a 24 novos cardeais como “sinal de dignidade, solicitude pastoral e de mais robusta comunhão com a Sé de Pedro”, para que se reforce “o amor à Igreja”.
“Pregai o Evangelho, testemunhai Cristo, edificai a Igreja santa de Deus, abençoai todos e a todos levai a paz de Cristo”, pede a oração que o Papa pronunciou, depois da entrega.

O lugar autentico do Vigário de Cristo é a Cruz, persistir na obediência da Cruz – disse o Papa na homilia, salientando que aquele ao qual é chamado Joseph Ratzinger é um ministério difícil, porque não se alinha á maneira de pensar dos homens, àquela lógica natural que aliás permanece sempre activa também em nós.. E dirigindo-se de maneira particular aos 24 novos cardeais e a todos os purpurados presentes em Roma Bento XVI acrescentou:
Este é e permanece sempre o nosso primeiro serviço, o serviço da fé, que transforma a vida inteira: acreditar que Jesus é Deus, que é Rei precisamente porque chegou até àquele ponto, porque nos amou até ao extremo.
Sabemos do Evangelho – recordou depois o Papa – que a cruz foi o ponto critico da fé de Simão Pedro e dos outros Apóstolos. É claro e não podia ser diversamente: eram homens e pensavam segundo a mentalidade dos homens; não podiam tolerar a ideia de um Messias crucificado . E também a conversão de Pedro se realiza plenamente quando renuncia a querer salvar Jesus e aceita ser salvo por Ele. Renuncia a querer salvar Jesus da cruz e aceita ser salvo pela sua cruz.
E Bento XVI salientou a este propósito. O ministério de Pedro consiste inteiramente na sua fé, uma fé que Jesus reconhece imediatamente, desde o inicio, como genuína, como dom do Pai celeste; mas uma fé que deve passar através do escândalo da cruz, para se tornar autentica, verdadeiramente cristã, para se tornar rocha sobre a qual Jesus possa construir a sua Igreja.
A participação na Senhoria de Cristo verifica-se concretamente somente na partilha com o seu abaixamento, com a Cruz. Também o meu ministério , queridos irmãos Cardeais e por conseguinte também o vosso – concluiu o Papa – consiste inteiramente na fé.
Jesus pode construir sobre nós a Sua Igreja na medida em que encontra em nós aquela fé verdadeira, pascal, aquela fé que não quer que Jesus desça da Cruz, mas confia nele sobre a cruz. Neste sentido o lugar autentico do vigário de Cristo é a Cruz, persistir na obediência da Cruz.

Igreja “liberou” preservativo? Não! Veja o que o papa REALMENTE DISSE.


“Em África, Vossa Santidade afirmou que a doutrina tradicional da Igreja tinha revelado ser o caminho mais seguro para conter a propagação da SIDA/AIDS. Os críticos, provenientes também da Igreja, dizem, pelo contrário, que é uma loucura proibir a utilização de preservativos a uma população ameaçada pela SIDA/AIDS.”
«Em termos jornalísticos, a viagem a África foi totalmente ofuscada por uma única frase. Perguntaram-me porque é que, no domínio da SIDA/AIDS, a Igreja Católica assume uma posição irrealista e sem efeito – uma pergunta que considerei realmente provocatória, porque ela faz mais do que todos os outros. E mantenho o que disse. Faz mais porque é a única instituição que está muito próxima e muito concretamente junto das pessoas, agindo preventivamente, educando, ajudando, aconselhando, acompanhando. Faz mais porque trata como mais ninguém tantos doentes com sida e, em especial, crianças doentes com sida. Pude visitar uma dessas unidades hospitalares e falar com os doentes.
Essa foi a verdadeira resposta: a Igreja faz mais do que os outros porque não se limita a falar da tribuna que é o jornal, mas ajuda as irmãs e os irmãos no terreno. Não tinha, nesse contexto, dado a minha opinião em geral quanto à questão dos preservativos, mas apenas dito – e foi isso que provocou um grande escândalo – que não se pode resolver o problema com a distribuição de preservativos. É preciso fazer muito mais. Temos de estar próximos das pessoas, orientá-las, ajudá-las; e isso quer antes, quer depois de uma doença.
Efectivamente, acontece que, onde quer que alguém queira obter preservativos, eles existem. Só que isso, por si só, não resolve o assunto. Tem de se fazer mais.Desenvolveu-se entretanto, precisamente no domínio secular, a chamada teoria ABC, que defende “Abstinence – Be faithful – Condom” (“Abstinência – Fidelidade – Preservativo”), sendo que o preservativo só deve ser entendido como uma alternativa quando os outros dois não resultam. Ou seja, a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias. É por isso que o combate contra a banalização da sexualidade também faz parte da luta para que ela seja valorizada positivamente e o seu efeito positivo se possa desenvolver no todo do ser pessoa.
Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por VIH/HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade.»
“Quer isso dizer que, em princípio, a Igreja Católica não é contra a utilização de preservativos?”
«É evidente que ela não a considera uma solução verdadeira e moral. Num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direcção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana.»
In Bento XVI, Luz do Mundo – O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos – Uma conversa com Peter Seewald, Lucerna, 2010
***
Veja essa notícia que saiu no portal TERRA.
” O Vaticano reafirmou neste domingo o “caráter excepcional” do uso da camisinha nas declarações feitas pelo Papa Bento XVI e insistiu que o uso do preservativo é justificado apenas “em alguns casos” e não constitui uma solução ao problema. O porta-voz Federico Lombardi afirmou que o pontífice falou a respeito de uma “situação excepcional” quando disse que o uso da camisinha é aceitável para a Igreja Católica em “certos casos”.
“O Papa considerou uma situação excepcional na qual o exercício da sexualidade é um perigo real para a vida do outro”, disse Lombardi. Em um livro que será lançado na terça-feira, o Papa Bento XVI, 83 anos, afirma que o uso de preservativos é aceitável especialmente para reduzir o risco de infecção do HIV, em uma aparente flexibilização de sua postura a respeito do tema.
O livro, que tem como título “Light of the World: The Pope, the Church and the Signs of the Times” (Luz do Mundo: O Papa, a Igreja e os Sinais do Tempo, em tradução livre para o português), é baseado em 20 horas de entrevistas conduzidas pelo jornalista alemão Peter Seewald.
A declaração surpreendente, apesar de não questionar a proibição da camisinha na doutrina da Igreja, foi considerada um passo importante que muda a imagem do pontífice alemão, segundo analistas. “O Papa deu o passo em um momento maduro, que já era esperado por muitos teólogos e conferências episcopais”, afirmou o vaticanista Luigi Accatoli do jornal Corriere della Sera.
A inédita abertura do chefe da Igreja Católica ao uso do preservativo, rejeitado de todos os modos até o momento, abre o debate dentro da instituição sobre uma aceitação ou não do uso da camisinha como um “mal menor” para salvar vidas. Com a abertura “clamorosa”, como a qualificou à AFP o vaticanista Marco Politi, o Papa “consente com cautela” o uso da camisinha 20 meses depois das reações negativas provocadas por uma declaração dada pelo pontífice na África, continente devastado pela Aids, de que o preservativo “agravava o problema”.
Importantes nomes da Igreja, como os cardeais Carlo Maria Martini e o africano Peter Kodwo Appiah Turckson, já haviam se pronunciado publicamente a favor do uso da camisinha em casos específicos, como quando um dos membros do casal está contaminado. A nova posição de Bento XVI certamente influenciará o debate, já que até agora a Igreja defendia apenas a abstinência como método de prevenção da doença, e apresenta um rosto mais humano e aberto do primeiro pontífice alemão da era moderna, que ficou conhecido como guardião do dogma durante o pontificado de João Paulo II.
“Desta vez parece que fala como pastor, com tom tolerante, mais que cmo chefe da Igreja. São declarações que não podia fazer de forma oficial”, declarou à AFP o analista Bruno Bartolini. Para Politi, o Papa percebeu que “demonizar” o preservativo era “insustentável do ponto de vista científico, teológico e moral”, mas afirmou que seria melhor ter pronunciado estas palavras em um contexto eclesiástico e não por meio de uma entrevista. Ao mesmo tempo, pessoas ligadas ao pontífice, tentaram minimizar o alcance da afirmação.

sábado, 20 de novembro de 2010

A VIDA CONTRA A MORTE

Caríssimos Irmãos em Cristo,

Muitas pessoas não entenderam o Movimento em Defesa da vida que fizemos e continuaremos fazendo.
A época das eleições é propícia para debater os problemas nacionais. A preservação da vida é um problema nacional.

Existe um projeto de liberação do aborto no Brasil, que vem sendo defendido, há muito tempo, por partidos e políticos engajados nesse objetivo. Matar seres humanos indefesos, no útero de suas mães, antes deles chegarem à luz, é problema nacional e assassinato. Os leigos católicos, os religiosos, os padres, os evangélicos, todas as religiões têm o direito de defender sua Doutrina e sua Moral.

Muita gente confundiu a ação pastoral com política. Defender a vida, contra a cultura da morte, não é política. Tem reflexos na política, mas é uma ação pastoral. O Papa Bento XVI não confundiu. Tanto que aprovou a campanha contra o aborto.A Igreja Católica estava usando o seu direito de defender o Evangelho e a Moral Cristã, e continuará a fazê-lo.

O Papa Bento XVI vem alertando o Mundo sobre o relativismo. No caso das eleições, se uma pessoa é cristã e obedece os Mandamentos da Lei de Deus, ela não pode apoiar candidatos com projetos de liberação do aborto. O cristão não pode relativizar e aprovar atitudes e ações que são contra a sua fé e a Doutrina Cristã.

A candidata Dilma Rousseff e sua Coligação me acusaram, no Tribunal Superior Eleitoral, de Brasília, de ter falsificado o documento da CNBB-Regional SUL-1. Imagine um Bispo falsificando um documento assinado por outros três Bispos. Eu e a Igreja Católica fomos vítimas da mentira e da violação dos direitos constitucionais. A defesa apresentada pelos advogados da Diocese de Guarulhos mostra como os direitos da Igreja Católica foram violados. O Ministério Público Eleitoral Federal também entendeu que os direitos da Igreja Católica foram violados.

A vida é o maior bem que temos. Deus nos deu a vida e só Ele pode nos tirá-la. Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. A vida humana pertence a Deus. O ser humano e suas leis terrenas não podem mudar isso. Nenhuma lei, nenhum plebiscito, nenhum partido, nenhum grupo de pessoas pode decidir quem vai morrer e quem vai nascer. Os políticos cristãos deveriam formar uma frente parlamentar nacional para impedir os governos de adotarem medidas para facilitar ou incentivar o aborto.

A campanha em favor da vida, que se iniciou há muito tempo, vai continuar. O projeto de lei para liberação do aborto foi derrotado nas Comissões de Saúde e Seguridade Social e de Constituição e Justiça, da Câmara Federal. Os defensores da vida pensaram que o assunto estava encerrado. Mesmo com essas decisões, um deputado do PT solicitou que o projeto seja apreciado pelo Plenário da Câmara Federal. Depois disso, 21.12.2009, o Governo Federal editou o PNDH-3, e ressurgiu o projeto de liberação do aborto. E em 16.07.2010, numa reunião de países da América Latina, o Governo Federal assinou o "Consenso de Brasília", que pretende estender a liberação do aborto para toda a América Latina. E, no dia 04 de outubro, um dia após a eleição do primeiro turno, o Governo Federal publicou convênio, no Diário Oficial da União, para prosseguir no caminho da liberação do aborto. Os católicos que votaram nesse projeto serão responsáveis, com os eleitos por eles que apoiam o aborto, pelas mortes das crianças indefesas que forem retiradas dos úteros de suas mães e atiradas no esgoto, como se fossem dejetos.

De minha parte, por amor ao Evangelho, pela fidelidade a Jesus Cristo, à sua Igreja e ao sucessor de Pedro, o Papa Bento XVI, manterei a luta pela vida dos indefesos, contra a cultura da morte que querem implantar no Brasil e na América Latina.

Exorto todos os cristãos a seguirem este mesmo caminho. Venham comigo lutar pela Vida!

As minhas bênçãos a todos diocesanos.

Guarulhos, 11 de novembro de 2010.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos.

PS: NO DIA 27.11.2010, O PAPA BENTO XVI DECRETOU O DIA MUNDIAL DA VIGÍLIA PELA VIDA DO NASCITURO. Participe da vigília

Relativismo destrói liberdade e impõe ditadura, diz Papa

A liberdade de anunciar o Evangelho e o relativismo que a destrói impõe uma  verdadeira ditadura. Esta foi a conclusão do Papa Bento XVI na Aula Nova do Sínodo, nesta sexta-feira, 19.

Nesta aula estavam presentes os membros do Colégio Cardinalício que realizam uma jornada de “reflexão e oração”, antecedendo o Consistório Público Ordinário para criação de 24 novos cardeais, que acontecerá neste sábado, 20, no Vaticano.

O Consistório será transmitido pela Tv Canção Nova a partir das 7h30 (horário de Brasília). Entre os presentes, estará o Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno de Assis, único representante do Brasil.

O Santo Padre recordou, em seu pronunciamento, que no mandamento do Senhor em anunciar do Evangelho está explicito a exigência da liberdade de falar, mas todavia, muitas oposição aconteceram na história. “O relacionamento entre verdade e liberdade é essencial, mas hoje entra de frente com os grandes desafios do relativismo, que parece completar o conceito de liberdade, mas na realidade arrisca destruí-la, propondo uma 'ditadura'”, salientou o Papa.

O Pontífice redeclarou também a importância essencial da Liturgia na vida da Igreja, porque é onde Deus se apresenta aos homens.

Liberdade religiosa no mundo

O Secretário de Estado do Vaticano, Cardial Tarcísio Bertone traçou uma visão panorâmica das tentativas de limitar a liberdade dos cristãos hoje, nas várias regiões do mundo. Primeiramente, ele convidou a refletir sobre a situação da liberdade religiosa nos países ocidentais, onde se vê atualmente um processo de secularização, com tentativas de marginalização dos valores espirituais da vida social.

Em segundo, Dom Bertone expôs a situação da liberdade religiosa nos países islâmicos, recordando as conclusões da recente Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos.  

O secretário presentou, por fim, a atividade da Santa Sé e dos Episcopados locais na defesa dos católicos, seja no Ocidente, como no Oriente. Neste propósito, também lembrou o grande empenho da Santa Sé no campo internacional, na promoção do respeito à liberdade religiosa dos fiéis, diante  dos Estados e das Organizações das Nações Unidas.

No curso dos amplos debates, 18 bispos interviram, e aprofundaram principalmente a problemática da liberdade religiosa e as dificuldades encontradas na atividade da Igreja nas diversas partes do mundo.

Foi discutido também as graves dificuldades que a Igreja encontra na defesa dos valores fundamentais, como o respeito à vida e à família.

Acolhida dos irmãos anglicanos

Durante a tarde, o Cardeal William Joseph falou sobre as normas dadas pela Santa Sé na acolhida dos sacerdotes e fiéis anglicanos, e a defesa das crianças vítimas de abuso por parte dos membros do clero.

Também o Arcebispo Angelo Amato recordou a atuação situação da Instituição Dominus Iesus. 

O critério da grandeza de Deus não é o domínio, mas o serviço Papa criou 24 novos cardeais em cerimónia carregada de simbolismo

“O critério da grandeza e da primazia de Deus não é o domínio, mas o serviço” – disse o Bento XVI, neste sábado, durante a eucaristia celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, no âmbito do Consistório.
Na homilia do terceiro Consistório público ordinário do pontificado, no qual foram criados 24 novos Cardeais, o Papa ressaltou que a partir de hoje os novos cardeais “começam a fazer parte daquele «coetus peculiaris», que presta ao Sucessor de Pedro uma colaboração mais imediata e assídua, ajudando-o no exercício de seu ministério universal”.
O Papa sublinhou que esta é uma “mensagem que vale para os apóstolos, vale para toda a Igreja, vale, sobretudo, para aqueles que possuem a tarefa de guiar o Povo de Deus. Não é a lógica do domínio, do poder segundo os critérios humanos, mas a lógica do inclinar-se para lavar os pés, a lógica do serviço, a lógica da Cruz que está na base de todo exercício da autoridade”.

As cerimónias, na Basílica de São Pedro, seguem o rito introduzido por João Paulo II a 28 de Junho de 1991.

Após a saudação litúrgica, Bento XVI leu a fórmula de criação e proclamou solenemente os nomes dos novos cardeais, para os unir com “um vínculo mais estreito à Sé de Pedro”, tornando-se membros do clero de Roma.
Em seguida, o cardeal Angelo Amato, primeiro do elenco, pronunciou um discurso de homenagem a Bento XVI, em nome de todos.
“O vínculo de especial comunhão e afecto, que une estes novos cardeais ao Papa, os torna singulares e preciosos cooperadores do supremo mandato confiado por Cristo a Pedro, de apascentar suas ovelhas, a fim de reunir os povos com a solicitude da caridade de Cristo. É exactamente deste amor que nasce a Igreja, chamada a viver e a caminhar segundo o mandamento do Senhor, no qual se resumem toda a Lei e os Profetas” – frisou Bento XVI na homilia.
O Papa sublinhou ainda que “a diaconia é a lei fundamental do discípulo e da comunidade cristã, e nos deixa entrever alguma coisa sobre a Senhoria de Deus. Jesus indica também o ponto de referência: o Filho do Homem, que veio para servir, sintetiza a sua missão na categoria de serviço, entendida não no sentido genérico, mas no concreto da Cruz, do dom total da vida como resgate, como redenção para muitos, e o indica como condição para a sequela”.
Depois da proclamação das leituras e da homilia papal, teve lugar a profissão de fé e o juramento dos novos cardeais, de fidelidade e obediência ao Papa e aos seus sucessores.
Cada um deles aproxima-se do Papa e ajoelha-se, então, para receber o barrete cardinalício, que Bento XVI impõe pronunciando a fórmula "vermelho como sinal da dignidade do cardinalato, significando que deveis estar prontos a comportar-vos com fortaleza, até à efusão do sangue, pelo aumento da fé cristã, pela paz e a tranquilidade do povo de Deus e pela liberdade e a difusão da Santa Igreja Romana".
Nesta altura, o Papa atribuiu a cada cardeal uma igreja de Roma (título ou diaconia) - simbolizando a participação na solicitude pastoral do Papa na cidade - e a bula de criação cardinalícia. Um abraço de paz selou este momento.
O rito concluiu-se com a recitação do Pai-Nosso e a bênção final.
Árabe, latim, italiano, alemão, inglês, polaco e espanhol fizeram-se ouvir numa cerimónia em que se rezou pelos que “sofrem por causa da sua fé cristã”.
Domingo, 21 de Novembro, Bento XVI preside à Missa na Basílica de São Pedro, durante a qual entrega o anel cardinalício aos novos cardeais como “sinal de dignidade, solicitude pastoral e de mais robusta comunhão com a Sé de Pedro”.

Vaticano define estratégia concertada contra abusos sexuais Encontro de cardeais de todo o mundo abordou estes casos, questão do regresso dos anglicanos à Igreja Católica e diálogo inter-religioso


O cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, anunciou a preparação de uma "circular" com linhas de orientação para todas as conferências episcopais, a respeito dos casos de abusos sexuais de menores, por parte de membros do clero.
Intervindo na segunda parte do encontro de cerca de 150 cardeais de todo o mundo com o Papa, que decorreu esta Sexta-feira no Vaticano, o cardeal norte-americano precisou que a iniciativa visa oferecer um “programa coordenado e eficaz”.
Segundo comunicado oficial da Santa Sé, D. William Levada apresentou uma comunicação intitulada “Resposta da Igreja aos casos de abuso sexual: rumo a uma orientação comum”.
O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé ofereceu uma “actualização sobre a legislação canónica relativa ao delito de abuso sexual sobre menos” e destacou a “mais ampla responsabilidade dos bispos pelas tutela dos fiéis que lhes são confiados”.
Neste contexto, o cardeal que substituiu Joseph Ratzinger à frente da referida Congregação aludiu ao exemplo de “escuta e acolhimento das vítimas” por parte de Bento XVI e falou da “colaboração com as autoridades civis”.
Para este responsável, é necessário um “compromisso eficaz de protecção das crianças e dos jovens”, bem como “uma atenta selecção e formação dos futuros sacerdotes e religiosos”.
A Santa Sé revelou que no tempo aberto à discussão houve 12 intervenções de cardeais, durante as quais foi sugerido que as conferências episcopais desenvolvam “planos eficazes, atempados, articulados, completos e decididos para a protecção dos menores”.
Esses planos devem ter em conta os vários aspectos do problema e linhas de intervenção, “seja para restabelecer a justiça, seja para a assistência das vítimas”, procurando a prevenção e formação, “mesmo nos países onde o problema não se manifestou de modo tão dramático como noutros”.
A este respeito, o cardeal André Vingt-Trois, arcebispo de Paris, referiu os jornalistas ter sido sugerido por vários participantes que se verifique a situação nos países não ocidentais. É preciso “consultar as conferências episcopais desses países para ver o que se passa”, afirmou.
O cardeal Levada falou também sobre a constituição apostólica “Anglicanorum coetibus", de Bento XVI, que abre portas ao regresso de grupos anglicanos descontentes à Igreja Católica.
O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé falou do “contexto ecuménico” e da situação actual a respeito dos ordinariatos especiais previstos por Bento XVI para os fiéis anglicanos que desejem regressar “corporativamente” à comunhão com Roma.
O primeiro desses ordinariatos vai ser criado na Inglaterra, já em Janeiro de 2011, como foi anunciado neste dia 19 de Novembo pela conferência episcopal local.
O futuro cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos e colaborador próximo do Papa, abordou os 10 anos da declaração “Dominus Iesus”, texto que trata da “unicidade e a universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja”.
Para o antigo secretário do então cardeal Joseph Ratzinger, a declaração por este assinado deu “clareza a algumas verdades cristológicas fundamentais”, apresentando o diálogo ecuménico e inter-religioso desde uma perspectiva de “identidade católica”, sem fechar as “vias de pesquisa positivas, indicadas pelo Concílio, sobre a grande questão da salvação dos não cristãos”.
D. Angelo Amato considera que a “Dominus Iesus” deixa um alerta contra “um pluralismo mal-entendido” e continua a ser um “apelo válido de clareza doutrinal e pastoral”.
No decorrer do debate, foi decidido “manifestar a solidariedade do colégio cardinalício – unido ao Santo Padre – com o povo do Iraque e do Haiti”, colocando em andamento uma iniciativa concreta de recolha de ofertas, a enviar através do Conselho Pontifício “Cor Unum”.
Presentes no encontro estiveram dois portugueses, o cardeal José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, e o Patriarca de Lisboa, cardeal José Policarpo.
Bento XVI encerrou esta parte final dos trabalhos, com pouco mais de duas horas, deixando palavras de agradecimento a todos os presentes.
O último encontro do género tinha acontecido em Novembro de 2007.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Missionários de São Paulo embarcam para o Haiti



Um grupo de missionários da Comunidade Missão Belém, da Arquidiocese de São Paulo, partiram no  dia 6 para o Haiti. No ultimo dia 31, foi celebrada uma missa de despedida dos missionários, presidida pelo bispo auxiliar na região Belém, dom Edmar Peron, na Paróquia São Carlos Borromeu, na zona leste da capital. Os missionários são Tais Oliveira, Marcelo Conceição, Renata Lopes, Paulo Emiliano, Cacilda da Silva Leste.
É na radicalidade da vivência do Evangelho que os missionários partem das ruas de São Paulo para a realidade do Haiti, que desde o terremoto, de 12 de janeiro deixou um saldo de quase 300 mil mortos, 1.300 mil pessoas sem moradia e mais de 766 mil deslocadas; danos por 7,754 milhões de dólares. Restou a Porto Príncipe, capital do Haiti, apenas uma escola pública. “Se Deus permitir nós vamos criar uma creche para que as crianças possam ter um lugar para se alimentar e fazer sua higiene”, disse padre Giampietro, fundador da Missão Belém.
Para a construção da creche, a Cáritas Arquidiocesana está em campanha recolhendo recursos para a construção. Até agora foram arrecadados 36,5 mil reais. “O valor é muito pequeno, temos que continuar a campanha e por isso deixo meu apelo a todos os católicos: vamos ajudar o Haiti”, disse Doroti Alves, coordenadora da Cáritas.
O surto de cólera que já vitimou cerca de 300 pessoas, é outro desafio a ser enfrentado pelos missionários. “Sinto que não é isso que vai nos barrar. Não é possível dizer não posso ir porque tem uma epidemia, não. O nosso desejo é estar com aquele povo, aquelas crianças, que também estão suscetíveis, então partiremos sim, tomando os cuidados necessários”, afirmou Cacilda da Silva Leste.

Amados vamos nos sensibilizar por esta obra, isso não é brincadeira tem pessoas morrendo de fome em quanto lemos este texto ajude uma vida a ser salva repasse este texto por onde quer que vá, no ultimo domingo 14/11 os missionários tinham apenas duas bananas pra dividir para vinte pessoas então partilhe isso com os seus não deixe isso de lado , o Catecismo da Igreja vem nos dizer que:

§25 Para concluir este Prólogo, é oportuno lembrar este princípio pastoral enunciado pelo Catecismo Romano:
Toda a finalidade da doutrina e do ensinamento deve ser posta no amor que não acaba. Com efeito, pode-se facilmente expor o que é preciso crer, esperar ou fazer; mas sobretudo é preciso fazer sempre com que apareça o Amor de Nosso Senhor, para que cada um compreenda que cada ato de virtude perfeitamente cristão não tem outra origem senão o Amor, e outro fim senão o Amor.

§1822 A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus.
§1823 Jesus fez da caridade o novo mandamento. Amando os seus "até o fim" (Jo 13,1), manifesta o amor do Pai que Ele recebe. Amando-se uns aos outros, os discípulos imitam o amor de Jesus que eles também recebem. Por isso diz Jesus: "Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei em meu amor" (Jo 15,9). E ainda: "Este é o meu preceito: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 15,12).